quarta-feira

Sete da Manhã


Capitulo 3
- Por que você está chorando? – Ele passou as mãos delicadamente pelo rosto dela, sua expressão era de preocupação. Lua teve que lutar contra o impulso de se jogar nos braços dele e continuar a chorar. Ao invés disso, adotou a mesma postura fria de sempre e disse sem emoção: 
- Acho que não lhe interessa, não é, Aguiar? 
- Interessa mais do que você imagina... – Ele respondeu sem olhá-la, fazendo menção de se levantar, mas a garota, num impulso, o segurou pelo braço. Arthur voltou-se para ela novamente, indiferente, enquanto Lua respirava fundo e fechava os olhos, segurando as lágrimas e engolindo o orgulho. 
- Ok, vamos fingir por um momento que você se importa... – Ela começou, mas logo fez uma pausa, enquanto o garoto se acomodava no chão ao lado dela – Eu apenas estou preocupada porque, muito provavelmente, irei repetir o ano... 
- As provas finais desse bimestre são daqui a duas semanas... E ainda teremos o próximo, não dá tempo de você recuperar as notas? – O menino parecia desconfiado, não acreditando muito no que ela dizia. 
- Se eu for bem nessas provas sim, eu tenho chance de me recuperar no próximo bimestre... Mas aí está o problema, eu não vou bem nessas provas. 
- Uau, quanto otimismo... 
- Realismo, Arthur... -  Lua  encostou-se no tronco da árvore às suas costas, cobrindo o rosto com as mãos – Eu perdi muita matéria, faltei demais esse ano... E quando vinha não prestava atenção às aulas, não fazia as tarefas e trabalhos... Eu não sei praticamente nada do que foi dado no ano letivo, começar a estudar agora não vai adiantar nada... 
- Eu posso te ajudar... – Arthur ofereceu, com um meio sorriso – Eu não sou tão bom aluno assim, mas acredito que posso lhe ser útil... 
- E eu vou aprender a matéria de um ano em duas semanas, uhul! –  Lua comentou irônica. 
- Se você se esforçar... Consegue – O garoto falou tão certo disso que ela quase acreditou. Mas perguntou ainda receosa: 
- Por que você faria isso por mim? 
- Eu não quero mais te ver como vi hoje... –  Lua  sentiu tanta sinceridade nas palavras que seu coração se apertou, sentindo-se culpada. Ele continuou, fazendo uma carinha fofa – Então vamos fingir por um momento que é por isso que você estava mal quando eu cheguei e resolver isso... Você não vai repetir. 
A menina sentiu o rosto quente vendo-o a imitar. Acrescentou sem passar confiança nenhuma no que dizia: 
- É claro que era por isso que eu estava chorando, ok? 
- Isso tudo é só parte das conseqüências de algo maior. A razão pela qual você faltou às aulas e não prestou atenção nas matérias e pela qual, agora, você pode perder o ano. Eu não sei qual essa razão, mas sei que era por ela que você estava chorando. – Filosofou enquanto a garota o olhava assustada. Em seguida riu e completou – Falando assim parece uma grande descoberta, mas é realmente meio óbvio, não? 
Lua 
 não respondeu. 
- Na minha casa ou na sua? – Arthur então perguntou.  Lua  o olhou ainda mais assustada e ele voltou a rir – Para estudar. Melhor começarmos hoje mesmo, não acha?
- É... E na minha casa... – Ela respondeu não muito certa, achando que lá estaria mais “segura”. 

A campainha tocou e  Lua  foi atender. Encontrou um Arthur ofegante, mas que pôde esboçar um sorriso quando a viu. 
- Desculpe o atraso, mas... A culpa foi sua! 
- Minha? – Ela falou indignada fazendo sinal pra que ele entrasse. 
- Sim, você explicou muito mal como chegar aqui – Ele fez cara de inocente, enquanto passava pela porta e Lua a fechava – Mas enfim, eu cheguei e sobrevivi, é o que interessa, certo? – A garota ficou em silêncio e ele tentou encontrar algo que pudesse ter feito ou falado de errado – Tudo bem,  Lua 
- Tudo... Vamos? – Ela respondeu e saiu andando em direção à sala, sem esperar por uma resposta do garoto. Sentou-se na mesa que lá havia e o convidou a fazer o mesmo – Fique a vontade... 
- Obrigado – Arthur respondeu colando a mochila em cima da mesa e puxando a cadeira à esquerda da garota para se sentar- Por que você está chorando? – Ele passou as mãos delicadamente pelo rosto dela, sua expressão era de preocupação. Lua teve que lutar contra o impulso de se jogar nos braços dele e continuar a chorar. Ao invés disso, adotou a mesma postura fria de sempre e disse sem emoção: 
- Acho que não lhe interessa, não é, Aguiar? 
- Interessa mais do que você imagina... – Ele respondeu sem olhá-la, fazendo menção de se levantar, mas a garota, num impulso, o segurou pelo braço. Arthur voltou-se para ela novamente, indiferente, enquanto Lua respirava fundo e fechava os olhos, segurando as lágrimas e engolindo o orgulho. 
- Ok, vamos fingir por um momento que você se importa... – Ela começou, mas logo fez uma pausa, enquanto o garoto se acomodava no chão ao lado dela – Eu apenas estou preocupada porque, muito provavelmente, irei repetir o ano... 
- As provas finais desse bimestre são daqui a duas semanas... E ainda teremos o próximo, não dá tempo de você recuperar as notas? – O menino parecia desconfiado, não acreditando muito no que ela dizia. 
- Se eu for bem nessas provas sim, eu tenho chance de me recuperar no próximo bimestre... Mas aí está o problema, eu não vou bem nessas provas. 
- Uau, quanto otimismo... 
- Realismo, Arthur... -  Lua  encostou-se no tronco da árvore às suas costas, cobrindo o rosto com as mãos – Eu perdi muita matéria, faltei demais esse ano... E quando vinha não prestava atenção às aulas, não fazia as tarefas e trabalhos... Eu não sei praticamente nada do que foi dado no ano letivo, começar a estudar agora não vai adiantar nada... 
- Eu posso te ajudar... – Arthur ofereceu, com um meio sorriso – Eu não sou tão bom aluno assim, mas acredito que posso lhe ser útil... 
- E eu vou aprender a matéria de um ano em duas semanas, uhul! –  Lua comentou irônica. 
- Se você se esforçar... Consegue – O garoto falou tão certo disso que ela quase acreditou. Mas perguntou ainda receosa: 
- Por que você faria isso por mim? 
- Eu não quero mais te ver como vi hoje... –  Lua  sentiu tanta sinceridade nas palavras que seu coração se apertou, sentindo-se culpada. Ele continuou, fazendo uma carinha fofa – Então vamos fingir por um momento que é por isso que você estava mal quando eu cheguei e resolver isso... Você não vai repetir. 
A menina sentiu o rosto quente vendo-o a imitar. Acrescentou sem passar confiança nenhuma no que dizia: 
- É claro que era por isso que eu estava chorando, ok? 
- Isso tudo é só parte das conseqüências de algo maior. A razão pela qual você faltou às aulas e não prestou atenção nas matérias e pela qual, agora, você pode perder o ano. Eu não sei qual essa razão, mas sei que era por ela que você estava chorando. – Filosofou enquanto a garota o olhava assustada. Em seguida riu e completou – Falando assim parece uma grande descoberta, mas é realmente meio óbvio, não? 
Lua 
 não respondeu. 
- Na minha casa ou na sua? – Arthur então perguntou.  Lua  o olhou ainda mais assustada e ele voltou a rir – Para estudar. Melhor começarmos hoje mesmo, não acha?
- É... E na minha casa... – Ela respondeu não muito certa, achando que lá estaria mais “segura”. 

A campainha tocou e  Lua  foi atender. Encontrou um Arthur ofegante, mas que pôde esboçar um sorriso quando a viu. 
- Desculpe o atraso, mas... A culpa foi sua! 
- Minha? – Ela falou indignada fazendo sinal pra que ele entrasse. 
- Sim, você explicou muito mal como chegar aqui – Ele fez cara de inocente, enquanto passava pela porta e Lua a fechava – Mas enfim, eu cheguei e sobrevivi, é o que interessa, certo? – A garota ficou em silêncio e ele tentou encontrar algo que pudesse ter feito ou falado de errado – Tudo bem,  Lua 
- Tudo... Vamos? – Ela respondeu e saiu andando em direção à sala, sem esperar por uma resposta do garoto. Sentou-se na mesa que lá havia e o convidou a fazer o mesmo – Fique a vontade... 
- Obrigado – Arthur respondeu colando a mochila em cima da mesa e puxando a cadeira à esquerda da garota para se sentar- Por que você está chorando? – Ele passou as mãos delicadamente pelo rosto dela, sua expressão era de preocupação. Lua teve que lutar contra o impulso de se jogar nos braços dele e continuar a chorar. Ao invés disso, adotou a mesma postura fria de sempre e disse sem emoção: 
- Acho que não lhe interessa, não é, Aguiar? 
- Interessa mais do que você imagina... – Ele respondeu sem olhá-la, fazendo menção de se levantar, mas a garota, num impulso, o segurou pelo braço. Arthur voltou-se para ela novamente, indiferente, enquanto Lua respirava fundo e fechava os olhos, segurando as lágrimas e engolindo o orgulho. 
- Ok, vamos fingir por um momento que você se importa... – Ela começou, mas logo fez uma pausa, enquanto o garoto se acomodava no chão ao lado dela – Eu apenas estou preocupada porque, muito provavelmente, irei repetir o ano... 
- As provas finais desse bimestre são daqui a duas semanas... E ainda teremos o próximo, não dá tempo de você recuperar as notas? – O menino parecia desconfiado, não acreditando muito no que ela dizia. 
- Se eu for bem nessas provas sim, eu tenho chance de me recuperar no próximo bimestre... Mas aí está o problema, eu não vou bem nessas provas. 
- Uau, quanto otimismo... 
- Realismo, Arthur... -  Lua  encostou-se no tronco da árvore às suas costas, cobrindo o rosto com as mãos – Eu perdi muita matéria, faltei demais esse ano... E quando vinha não prestava atenção às aulas, não fazia as tarefas e trabalhos... Eu não sei praticamente nada do que foi dado no ano letivo, começar a estudar agora não vai adiantar nada... 
- Eu posso te ajudar... – Arthur ofereceu, com um meio sorriso – Eu não sou tão bom aluno assim, mas acredito que posso lhe ser útil... 
- E eu vou aprender a matéria de um ano em duas semanas, uhul! –  Lua comentou irônica. 
- Se você se esforçar... Consegue – O garoto falou tão certo disso que ela quase acreditou. Mas perguntou ainda receosa: 
- Por que você faria isso por mim? 
- Eu não quero mais te ver como vi hoje... –  Lua  sentiu tanta sinceridade nas palavras que seu coração se apertou, sentindo-se culpada. Ele continuou, fazendo uma carinha fofa – Então vamos fingir por um momento que é por isso que você estava mal quando eu cheguei e resolver isso... Você não vai repetir. 
A menina sentiu o rosto quente vendo-o a imitar. Acrescentou sem passar confiança nenhuma no que dizia: 
- É claro que era por isso que eu estava chorando, ok? 
- Isso tudo é só parte das conseqüências de algo maior. A razão pela qual você faltou às aulas e não prestou atenção nas matérias e pela qual, agora, você pode perder o ano. Eu não sei qual essa razão, mas sei que era por ela que você estava chorando. – Filosofou enquanto a garota o olhava assustada. Em seguida riu e completou – Falando assim parece uma grande descoberta, mas é realmente meio óbvio, não? 
Lua 
 não respondeu. 
- Na minha casa ou na sua? – Arthur então perguntou.  Lua  o olhou ainda mais assustada e ele voltou a rir – Para estudar. Melhor começarmos hoje mesmo, não acha?
- É... E na minha casa... – Ela respondeu não muito certa, achando que lá estaria mais “segura”. 

A campainha tocou e  Lua  foi atender. Encontrou um Arthur ofegante, mas que pôde esboçar um sorriso quando a viu. 
- Desculpe o atraso, mas... A culpa foi sua! 
- Minha? – Ela falou indignada fazendo sinal pra que ele entrasse. 
- Sim, você explicou muito mal como chegar aqui – Ele fez cara de inocente, enquanto passava pela porta e Lua a fechava – Mas enfim, eu cheguei e sobrevivi, é o que interessa, certo? – A garota ficou em silêncio e ele tentou encontrar algo que pudesse ter feito ou falado de errado – Tudo bem,  Lua 
- Tudo... Vamos? – Ela respondeu e saiu andando em direção à sala, sem esperar por uma resposta do garoto. Sentou-se na mesa que lá havia e o convidou a fazer o mesmo – Fique a vontade... 
- Obrigado – Arthur respondeu colando a mochila em cima da mesa e puxando a cadeira à esquerda da garota para se sentar- Por que você está chorando? – Ele passou as mãos delicadamente pelo rosto dela, sua expressão era de preocupação. Lua teve que lutar contra o impulso de se jogar nos braços dele e continuar a chorar. Ao invés disso, adotou a mesma postura fria de sempre e disse sem emoção: 
- Acho que não lhe interessa, não é, Aguiar? 
- Interessa mais do que você imagina... – Ele respondeu sem olhá-la, fazendo menção de se levantar, mas a garota, num impulso, o segurou pelo braço. Arthur voltou-se para ela novamente, indiferente, enquanto Lua respirava fundo e fechava os olhos, segurando as lágrimas e engolindo o orgulho. 
- Ok, vamos fingir por um momento que você se importa... – Ela começou, mas logo fez uma pausa, enquanto o garoto se acomodava no chão ao lado dela – Eu apenas estou preocupada porque, muito provavelmente, irei repetir o ano... 
- As provas finais desse bimestre são daqui a duas semanas... E ainda teremos o próximo, não dá tempo de você recuperar as notas? – O menino parecia desconfiado, não acreditando muito no que ela dizia. 
- Se eu for bem nessas provas sim, eu tenho chance de me recuperar no próximo bimestre... Mas aí está o problema, eu não vou bem nessas provas. 
- Uau, quanto otimismo... 
- Realismo, Arthur... -  Lua  encostou-se no tronco da árvore às suas costas, cobrindo o rosto com as mãos – Eu perdi muita matéria, faltei demais esse ano... E quando vinha não prestava atenção às aulas, não fazia as tarefas e trabalhos... Eu não sei praticamente nada do que foi dado no ano letivo, começar a estudar agora não vai adiantar nada... 
- Eu posso te ajudar... – Arthur ofereceu, com um meio sorriso – Eu não sou tão bom aluno assim, mas acredito que posso lhe ser útil... 
- E eu vou aprender a matéria de um ano em duas semanas, uhul! –  Lua comentou irônica. 
- Se você se esforçar... Consegue – O garoto falou tão certo disso que ela quase acreditou. Mas perguntou ainda receosa: 
- Por que você faria isso por mim? 
- Eu não quero mais te ver como vi hoje... –  Lua  sentiu tanta sinceridade nas palavras que seu coração se apertou, sentindo-se culpada. Ele continuou, fazendo uma carinha fofa – Então vamos fingir por um momento que é por isso que você estava mal quando eu cheguei e resolver isso... Você não vai repetir. 
A menina sentiu o rosto quente vendo-o a imitar. Acrescentou sem passar confiança nenhuma no que dizia: 
- É claro que era por isso que eu estava chorando, ok? 
- Isso tudo é só parte das conseqüências de algo maior. A razão pela qual você faltou às aulas e não prestou atenção nas matérias e pela qual, agora, você pode perder o ano. Eu não sei qual essa razão, mas sei que era por ela que você estava chorando. – Filosofou enquanto a garota o olhava assustada. Em seguida riu e completou – Falando assim parece uma grande descoberta, mas é realmente meio óbvio, não? 
Lua 
 não respondeu. 
- Na minha casa ou na sua? – Arthur então perguntou.  Lua  o olhou ainda mais assustada e ele voltou a rir – Para estudar. Melhor começarmos hoje mesmo, não acha?
- É... E na minha casa... – Ela respondeu não muito certa, achando que lá estaria mais “segura”. 

A campainha tocou e  Lua  foi atender. Encontrou um Arthur ofegante, mas que pôde esboçar um sorriso quando a viu. 
- Desculpe o atraso, mas... A culpa foi sua! 
- Minha? – Ela falou indignada fazendo sinal pra que ele entrasse. 
- Sim, você explicou muito mal como chegar aqui – Ele fez cara de inocente, enquanto passava pela porta e Lua a fechava – Mas enfim, eu cheguei e sobrevivi, é o que interessa, certo? – A garota ficou em silêncio e ele tentou encontrar algo que pudesse ter feito ou falado de errado – Tudo bem,  Lua 
- Tudo... Vamos? – Ela respondeu e saiu andando em direção à sala, sem esperar por uma resposta do garoto. Sentou-se na mesa que lá havia e o convidou a fazer o mesmo – Fique a vontade... 
- Obrigado – Arthur respondeu colando a mochila em cima da mesa e puxando a cadeira à esquerda da garota para se sentar- Por que você está chorando? – Ele passou as mãos delicadamente pelo rosto dela, sua expressão era de preocupação. Lua teve que lutar contra o impulso de se jogar nos braços dele e continuar a chorar. Ao invés disso, adotou a mesma postura fria de sempre e disse sem emoção: 
- Acho que não lhe interessa, não é, Aguiar? 
- Interessa mais do que você imagina... – Ele respondeu sem olhá-la, fazendo menção de se levantar, mas a garota, num impulso, o segurou pelo braço. Arthur voltou-se para ela novamente, indiferente, enquanto Lua respirava fundo e fechava os olhos, segurando as lágrimas e engolindo o orgulho. 
- Ok, vamos fingir por um momento que você se importa... – Ela começou, mas logo fez uma pausa, enquanto o garoto se acomodava no chão ao lado dela – Eu apenas estou preocupada porque, muito provavelmente, irei repetir o ano... 
- As provas finais desse bimestre são daqui a duas semanas... E ainda teremos o próximo, não dá tempo de você recuperar as notas? – O menino parecia desconfiado, não acreditando muito no que ela dizia. 
- Se eu for bem nessas provas sim, eu tenho chance de me recuperar no próximo bimestre... Mas aí está o problema, eu não vou bem nessas provas. 
- Uau, quanto otimismo... 
- Realismo, Arthur... -  Lua  encostou-se no tronco da árvore às suas costas, cobrindo o rosto com as mãos – Eu perdi muita matéria, faltei demais esse ano... E quando vinha não prestava atenção às aulas, não fazia as tarefas e trabalhos... Eu não sei praticamente nada do que foi dado no ano letivo, começar a estudar agora não vai adiantar nada... 
- Eu posso te ajudar... – Arthur ofereceu, com um meio sorriso – Eu não sou tão bom aluno assim, mas acredito que posso lhe ser útil... 
- E eu vou aprender a matéria de um ano em duas semanas, uhul! –  Lua comentou irônica. 
- Se você se esforçar... Consegue – O garoto falou tão certo disso que ela quase acreditou. Mas perguntou ainda receosa: 
- Por que você faria isso por mim? 
- Eu não quero mais te ver como vi hoje... –  Lua  sentiu tanta sinceridade nas palavras que seu coração se apertou, sentindo-se culpada. Ele continuou, fazendo uma carinha fofa – Então vamos fingir por um momento que é por isso que você estava mal quando eu cheguei e resolver isso... Você não vai repetir. 
A menina sentiu o rosto quente vendo-o a imitar. Acrescentou sem passar confiança nenhuma no que dizia: 
- É claro que era por isso que eu estava chorando, ok? 
- Isso tudo é só parte das conseqüências de algo maior. A razão pela qual você faltou às aulas e não prestou atenção nas matérias e pela qual, agora, você pode perder o ano. Eu não sei qual essa razão, mas sei que era por ela que você estava chorando. – Filosofou enquanto a garota o olhava assustada. Em seguida riu e completou – Falando assim parece uma grande descoberta, mas é realmente meio óbvio, não? 
Lua 
 não respondeu. 
- Na minha casa ou na sua? – Arthur então perguntou.  Lua  o olhou ainda mais assustada e ele voltou a rir – Para estudar. Melhor começarmos hoje mesmo, não acha?
- É... E na minha casa... – Ela respondeu não muito certa, achando que lá estaria mais “segura”. 

A campainha tocou e  Lua  foi atender. Encontrou um Arthur ofegante, mas que pôde esboçar um sorriso quando a viu. 
- Desculpe o atraso, mas... A culpa foi sua! 
- Minha? – Ela falou indignada fazendo sinal pra que ele entrasse. 
- Sim, você explicou muito mal como chegar aqui – Ele fez cara de inocente, enquanto passava pela porta e Lua a fechava – Mas enfim, eu cheguei e sobrevivi, é o que interessa, certo? – A garota ficou em silêncio e ele tentou encontrar algo que pudesse ter feito ou falado de errado – Tudo bem,  Lua 
- Tudo... Vamos? – Ela respondeu e saiu andando em direção à sala, sem esperar por uma resposta do garoto. Sentou-se na mesa que lá havia e o convidou a fazer o mesmo – Fique a vontade... 
- Obrigado – Arthur respondeu colando a mochila em cima da mesa e puxando a cadeira à esquerda da garota para se sentar- Por que você está chorando? – Ele passou as mãos delicadamente pelo rosto dela, sua expressão era de preocupação. Lua teve que lutar contra o impulso de se jogar nos braços dele e continuar a chorar. Ao invés disso, adotou a mesma postura fria de sempre e disse sem emoção: 
- Acho que não lhe interessa, não é, Aguiar? 
- Interessa mais do que você imagina... – Ele respondeu sem olhá-la, fazendo menção de se levantar, mas a garota, num impulso, o segurou pelo braço. Arthur voltou-se para ela novamente, indiferente, enquanto Lua respirava fundo e fechava os olhos, segurando as lágrimas e engolindo o orgulho. 
- Ok, vamos fingir por um momento que você se importa... – Ela começou, mas logo fez uma pausa, enquanto o garoto se acomodava no chão ao lado dela – Eu apenas estou preocupada porque, muito provavelmente, irei repetir o ano... 
- As provas finais desse bimestre são daqui a duas semanas... E ainda teremos o próximo, não dá tempo de você recuperar as notas? – O menino parecia desconfiado, não acreditando muito no que ela dizia. 
- Se eu for bem nessas provas sim, eu tenho chance de me recuperar no próximo bimestre... Mas aí está o problema, eu não vou bem nessas provas. 
- Uau, quanto otimismo... 
- Realismo, Arthur... -  Lua  encostou-se no tronco da árvore às suas costas, cobrindo o rosto com as mãos – Eu perdi muita matéria, faltei demais esse ano... E quando vinha não prestava atenção às aulas, não fazia as tarefas e trabalhos... Eu não sei praticamente nada do que foi dado no ano letivo, começar a estudar agora não vai adiantar nada... 
- Eu posso te ajudar... – Arthur ofereceu, com um meio sorriso – Eu não sou tão bom aluno assim, mas acredito que posso lhe ser útil... 
- E eu vou aprender a matéria de um ano em duas semanas, uhul! –  Lua comentou irônica. 
- Se você se esforçar... Consegue – O garoto falou tão certo disso que ela quase acreditou. Mas perguntou ainda receosa: 
- Por que você faria isso por mim? 
- Eu não quero mais te ver como vi hoje... –  Lua  sentiu tanta sinceridade nas palavras que seu coração se apertou, sentindo-se culpada. Ele continuou, fazendo uma carinha fofa – Então vamos fingir por um momento que é por isso que você estava mal quando eu cheguei e resolver isso... Você não vai repetir. 
A menina sentiu o rosto quente vendo-o a imitar. Acrescentou sem passar confiança nenhuma no que dizia: 
- É claro que era por isso que eu estava chorando, ok? 
- Isso tudo é só parte das conseqüências de algo maior. A razão pela qual você faltou às aulas e não prestou atenção nas matérias e pela qual, agora, você pode perder o ano. Eu não sei qual essa razão, mas sei que era por ela que você estava chorando. – Filosofou enquanto a garota o olhava assustada. Em seguida riu e completou – Falando assim parece uma grande descoberta, mas é realmente meio óbvio, não? 
Lua 
 não respondeu. 
- Na minha casa ou na sua? – Arthur então perguntou.  Lua  o olhou ainda mais assustada e ele voltou a rir – Para estudar. Melhor começarmos hoje mesmo, não acha?
- É... E na minha casa... – Ela respondeu não muito certa, achando que lá estaria mais “segura”. 

A campainha tocou e  Lua  foi atender. Encontrou um Arthur ofegante, mas que pôde esboçar um sorriso quando a viu. 
- Desculpe o atraso, mas... A culpa foi sua! 
- Minha? – Ela falou indignada fazendo sinal pra que ele entrasse. 
- Sim, você explicou muito mal como chegar aqui – Ele fez cara de inocente, enquanto passava pela porta e Lua a fechava – Mas enfim, eu cheguei e sobrevivi, é o que interessa, certo? – A garota ficou em silêncio e ele tentou encontrar algo que pudesse ter feito ou falado de errado – Tudo bem,  Lua 
- Tudo... Vamos? – Ela respondeu e saiu andando em direção à sala, sem esperar por uma resposta do garoto. Sentou-se na mesa que lá havia e o convidou a fazer o mesmo – Fique a vontade... 
- Obrigado – Arthur respondeu colando a mochila em cima da mesa e puxando a cadeira à esquerda da garota para se sentar- Por que você está chorando? – Ele passou as mãos delicadamente pelo rosto dela, sua expressão era de preocupação. Lua teve que lutar contra o impulso de se jogar nos braços dele e continuar a chorar. Ao invés disso, adotou a mesma postura fria de sempre e disse sem emoção: 
- Acho que não lhe interessa, não é, Aguiar? 
- Interessa mais do que você imagina... – Ele respondeu sem olhá-la, fazendo menção de se levantar, mas a garota, num impulso, o segurou pelo braço. Arthur voltou-se para ela novamente, indiferente, enquanto Lua respirava fundo e fechava os olhos, segurando as lágrimas e engolindo o orgulho. 
- Ok, vamos fingir por um momento que você se importa... – Ela começou, mas logo fez uma pausa, enquanto o garoto se acomodava no chão ao lado dela – Eu apenas estou preocupada porque, muito provavelmente, irei repetir o ano... 
- As provas finais desse bimestre são daqui a duas semanas... E ainda teremos o próximo, não dá tempo de você recuperar as notas? – O menino parecia desconfiado, não acreditando muito no que ela dizia. 
- Se eu for bem nessas provas sim, eu tenho chance de me recuperar no próximo bimestre... Mas aí está o problema, eu não vou bem nessas provas. 
- Uau, quanto otimismo... 
- Realismo, Arthur... -  Lua  encostou-se no tronco da árvore às suas costas, cobrindo o rosto com as mãos – Eu perdi muita matéria, faltei demais esse ano... E quando vinha não prestava atenção às aulas, não fazia as tarefas e trabalhos... Eu não sei praticamente nada do que foi dado no ano letivo, começar a estudar agora não vai adiantar nada... 
- Eu posso te ajudar... – Arthur ofereceu, com um meio sorriso – Eu não sou tão bom aluno assim, mas acredito que posso lhe ser útil... 
- E eu vou aprender a matéria de um ano em duas semanas, uhul! –  Lua comentou irônica. 
- Se você se esforçar... Consegue – O garoto falou tão certo disso que ela quase acreditou. Mas perguntou ainda receosa: 
- Por que você faria isso por mim? 
- Eu não quero mais te ver como vi hoje... –  Lua  sentiu tanta sinceridade nas palavras que seu coração se apertou, sentindo-se culpada. Ele continuou, fazendo uma carinha fofa – Então vamos fingir por um momento que é por isso que você estava mal quando eu cheguei e resolver isso... Você não vai repetir. 
A menina sentiu o rosto quente vendo-o a imitar. Acrescentou sem passar confiança nenhuma no que dizia: 
- É claro que era por isso que eu estava chorando, ok? 
- Isso tudo é só parte das conseqüências de algo maior. A razão pela qual você faltou às aulas e não prestou atenção nas matérias e pela qual, agora, você pode perder o ano. Eu não sei qual essa razão, mas sei que era por ela que você estava chorando. – Filosofou enquanto a garota o olhava assustada. Em seguida riu e completou – Falando assim parece uma grande descoberta, mas é realmente meio óbvio, não? 
Lua 
 não respondeu. 
- Na minha casa ou na sua? – Arthur então perguntou.  Lua  o olhou ainda mais assustada e ele voltou a rir – Para estudar. Melhor começarmos hoje mesmo, não acha?
- É... E na minha casa... – Ela respondeu não muito certa, achando que lá estaria mais “segura”. 

A campainha tocou e  Lua  foi atender. Encontrou um Arthur ofegante, mas que pôde esboçar um sorriso quando a viu. 
- Desculpe o atraso, mas... A culpa foi sua! 
- Minha? – Ela falou indignada fazendo sinal pra que ele entrasse. 
- Sim, você explicou muito mal como chegar aqui – Ele fez cara de inocente, enquanto passava pela porta e Lua a fechava – Mas enfim, eu cheguei e sobrevivi, é o que interessa, certo? – A garota ficou em silêncio e ele tentou encontrar algo que pudesse ter feito ou falado de errado – Tudo bem,  Lua 
- Tudo... Vamos? – Ela respondeu e saiu andando em direção à sala, sem esperar por uma resposta do garoto. Sentou-se na mesa que lá havia e o convidou a fazer o mesmo – Fique a vontade... 
- Obrigado – Arthur respondeu colando a mochila em cima da mesa e puxando a cadeira à esquerda da garota para se sentar 



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