Último capítulo
Lua não apareceu na escola no
primeiro dia de aula do terceiro ano. Arthur havia passado muito tempo
tentando localizá-la, mas ela não o recebia em sua casa e nem atendia suas
ligações. A mãe da garota sugeriu que ele desse um tempo até tudo se acalmar, e
ele tentou. Porém a garota simplesmente havia desaparecido da sua vida nas
últimas semanas. O rapaz acreditava que com o início das aulas essa situação
mudaria, já que querendo ou não, eles acabariam se encontrando. Mas Lua também não apareceu no segundo dia.
Começando a ficar preocupado, Arthur resolveu esperar pelo terceiro, e se ela não fosse à escola, o que acabou de fato acontecendo, ele procuraria informações com o diretor, já que nenhuma outra pessoa parecia tê-las.
O diretor o recebeu simpático, porém foi difícil convencê-lo a contar o que estava se passando. Ele alegava não poder dar informações pessoais dos alunos sem autorização. Só depois de muita insistência de Arthur, ele entrou em contato com a mãe da garota.
O rapaz saiu da escola imediatamente ao saber onde Lua estava.
- Senhora Blanco? – Ele chamou baixinho ao avistá-la, sentada na sala de espera.
- Olá, Arthur... – Ela esboçou um sorriso.
- Por favor, diga que a Luinha está bem...
- Ela está sim, querido – A mulher ficou comovida com a preocupação sincera do menino. Viu-o respirar aliviado.
- O que houve exatamente? – Ele perguntou sentando-se ao lado dela.
- Foi só um mal estar... A Lua não se sentiu bem e acabou desmaiando. A situação só se agravou por ela ter caído sob uma mesa de vidro, que acabou se quebrando e... machucando-a. Mas como eu disse, ela está bem, apenas repousando agora.
- Eu posso vê-la? Quer dizer, se isso não for incomodá-la, eu... não sei se ela gostaria de me ver... – Arthur olhou pra baixo, e a mulher colocou uma mão sob os ombros dele.
- Ela perguntou de você assim que acordou...
- Sério?
- Sério... A Lua estava muito tristinha por estar brigada com você. Ela só estava evitando falar contigo, pois precisava de um tempo só dela, entende? Pra colocar os pensamentos em ordem...
- Eu entendo perfeitamente... – Ele sorriu triste e se levantou, apontando para o corredor do hospital – Posso ir?
- Eu gostaria de te fazer uma pergunta antes, Arthur... Uma pergunta realmente pessoal, mas... É necessário – Ela ficou séria de repente.
- Pode perguntar...
- Você dormiu com a minha filha?
Arthur abriu e fechou a boca várias vezes. As palavras haviam simplesmente sumido. Sentiu-se envergonhado e com medo da reação daquela mulher.
- Sim, senhora – Respondeu sem encará-la.
- Não precisa ficar assim... – Ela sorriu e ele ergueu o olhar levemente – Eu tinha certeza disso... – Sua expressão mudou de repente novamente, suspirou – Mas então, eu tenho uma péssima notícia pra te dar... A Lua ... estava grávida.
- Estava? – Ele repetiu sem entender. As coisas não pareciam fazer o mínimo sentido para ele.
- Acredito que nem a Lua sabia disso... – A mulher fez uma pausa – Mas ela perdeu o bebê nesse... acidente.
Arthur sentiu as forças das suas pernas as abandonarem e foi obrigado a sentar-se novamente. Ambos ficaram em silêncio enquanto ele tentava assimilar as informações. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto.
- Sinto muito... – A mãe da garota falou ao vê-lo naquele estado.
- Tudo bem... – Ele falou se levantando, engolindo em seco.
- Ela ainda não sabe, ok? – A mulher avisou e ele assentiu. Completou – Vai lá, ela ficará feliz em te ver.
Arthur agradeceu e seguiu vagarosamente em direção ao quarto indicado pela mãe de Lua . Bateu na porta e entrou.
- Com licença?
- Arthur? – A menina se surpreendeu ao vê-lo – Entre...
Ele o fez, fechando a porta atrás de si e se aproximando da cama. Deu um beijo na testa da garota, que sorriu. Perguntou:
- Como você está?
- Hm, em que sentido? – Ele fez uma careta – Fisicamente estou bem, apenas com uma dorzinha que mais incomoda do que realmente dói, aqui – Ela colocou a mão no lado direito da cintura – Psicologicamente um pouco menos bem, mas eu vou sobreviver – Sorriu novamente – E você?
- Ignorando o sentimento de culpa e... Ignorando a imensa falta que você me fez esses dias... Estou ótimo.
- Eu também senti sua falta, de verdade... Cara, eu disse coisas terríveis pra você na última vez que nos vimos... Desculpe.
- Como eu poderia resistir a essa carinha? – Ele riu, sentando-se na cama ao lado dela e segurou sua mão – Ainda assim acho que quem tem que pedir desculpas sou eu...
- É, você deveria fazer isso mesmo – Ela fez bico.
- Desculpe... Desculpe por ter mentido, por ter te feito sofrer... Eu sinceramente não queria que as coisas acontecessem como aconteceram, mas eu sou um idiota. Pois é, desculpe também por eu ser um idiota.
- Não sei se sou capaz de te perdoar... – Lua o olhou maldosa. Não tinha muito talento pra se fingir de má, no entanto, e tudo que conseguiu foi arrancar uma risada do garoto – Eu gosto pra caramba de ti – Acrescentou e em seguida o abraçou. Quando se soltaram ela perguntou – Como você soube que eu estava aqui?
- Eu interroguei cada pessoa que te conhecia até que conseguir informações chantageando o diretor...
- Como você é mau... – Ela deu um tapa de leve no braço dele – E minha mãe te contou o que aconteceu? – Ele confirmou com a cabeça – Até sobre o bebê?
Arthur ficou estático.
- Essa expressão assustada foi por saber agora ou por saber que eu sabia?
- Você sabia?
- Aham... Eu só não tinha contado pra ninguém.
- Eu acho que estou confuso... – Arthur não precisava ter dito, seu rosto demonstrava claramente o fato.
- A gente dormiu junto, não se preveniu... Eu engravidei. Fiquei desconfiada cerca de um mês atrás, quando comecei a ficar enjoada e tendo tonturas constantemente, a minha menstruação estava atrasa. Eu fiz o exame de farmácia e tive a confirmação. O resto da história você já sabe... – Ela contou com os olhinhos marejados.
- Você não pretendia contar? – Arthur estava visivelmente abalado também.
- Você tinha que saber, era um direito seu... Mas a gente precisava voltar a se falar pra isso, né? – Ela deu de ombros – Eu não sei como seria, acho que você não estava preparado pra ser pai, eu tinha que ir com calma... Mas enfim, as coisas seguiram um rumo diferente do que eu imaginei...
- Luinha... – Ele começou, olhando-a nos olhos e a apertando mais suas mãos – A sua força me impressiona, menina... Eu te admiro, eu realmente te admiro.
- Valeu... – Ela sorriu, apoiando a cabeça no peito dele – Mas tem mais uma coisinha...
- Eu tenho medo de perguntar “o quê”, mas... O quê? – Ele fechou os olhos como se isso fosse o impedir de ouvir.
- Você gosta mesmo de mim?
- Não tenha dúvidas. Eu amo você.
- Isso é um problema, eu acho... – Ela segurou as lágrimas – Eu também te amo, Arthur, mas não nesse sentido. Eu acho que nunca vou me apaixonar novamente, o Chay foi único pra mim. Eu sei que deve estar sendo horrível pra ti ouvir isso, mas eu não quero mais mentiras entre a gente. E não quero perder sua amizade, mas não sei se isso é suficiente pra você...
- Lembra que eu disse que tudo que me importava era sua felicidade? – Arthur falou simplesmente, segurando o rosto dela com as mãos e eles se encararam. Não importava onde, como ou com quem, ele só queria realmente vê-la feliz. Não seria fácil esquecê-la. Mas o verdadeiro amor supera qualquer coisa, até nunca ser correspondido.
Começando a ficar preocupado, Arthur resolveu esperar pelo terceiro, e se ela não fosse à escola, o que acabou de fato acontecendo, ele procuraria informações com o diretor, já que nenhuma outra pessoa parecia tê-las.
O diretor o recebeu simpático, porém foi difícil convencê-lo a contar o que estava se passando. Ele alegava não poder dar informações pessoais dos alunos sem autorização. Só depois de muita insistência de Arthur, ele entrou em contato com a mãe da garota.
O rapaz saiu da escola imediatamente ao saber onde Lua estava.
- Senhora Blanco? – Ele chamou baixinho ao avistá-la, sentada na sala de espera.
- Olá, Arthur... – Ela esboçou um sorriso.
- Por favor, diga que a Luinha está bem...
- Ela está sim, querido – A mulher ficou comovida com a preocupação sincera do menino. Viu-o respirar aliviado.
- O que houve exatamente? – Ele perguntou sentando-se ao lado dela.
- Foi só um mal estar... A Lua não se sentiu bem e acabou desmaiando. A situação só se agravou por ela ter caído sob uma mesa de vidro, que acabou se quebrando e... machucando-a. Mas como eu disse, ela está bem, apenas repousando agora.
- Eu posso vê-la? Quer dizer, se isso não for incomodá-la, eu... não sei se ela gostaria de me ver... – Arthur olhou pra baixo, e a mulher colocou uma mão sob os ombros dele.
- Ela perguntou de você assim que acordou...
- Sério?
- Sério... A Lua estava muito tristinha por estar brigada com você. Ela só estava evitando falar contigo, pois precisava de um tempo só dela, entende? Pra colocar os pensamentos em ordem...
- Eu entendo perfeitamente... – Ele sorriu triste e se levantou, apontando para o corredor do hospital – Posso ir?
- Eu gostaria de te fazer uma pergunta antes, Arthur... Uma pergunta realmente pessoal, mas... É necessário – Ela ficou séria de repente.
- Pode perguntar...
- Você dormiu com a minha filha?
Arthur abriu e fechou a boca várias vezes. As palavras haviam simplesmente sumido. Sentiu-se envergonhado e com medo da reação daquela mulher.
- Sim, senhora – Respondeu sem encará-la.
- Não precisa ficar assim... – Ela sorriu e ele ergueu o olhar levemente – Eu tinha certeza disso... – Sua expressão mudou de repente novamente, suspirou – Mas então, eu tenho uma péssima notícia pra te dar... A Lua ... estava grávida.
- Estava? – Ele repetiu sem entender. As coisas não pareciam fazer o mínimo sentido para ele.
- Acredito que nem a Lua sabia disso... – A mulher fez uma pausa – Mas ela perdeu o bebê nesse... acidente.
Arthur sentiu as forças das suas pernas as abandonarem e foi obrigado a sentar-se novamente. Ambos ficaram em silêncio enquanto ele tentava assimilar as informações. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto.
- Sinto muito... – A mãe da garota falou ao vê-lo naquele estado.
- Tudo bem... – Ele falou se levantando, engolindo em seco.
- Ela ainda não sabe, ok? – A mulher avisou e ele assentiu. Completou – Vai lá, ela ficará feliz em te ver.
Arthur agradeceu e seguiu vagarosamente em direção ao quarto indicado pela mãe de Lua . Bateu na porta e entrou.
- Com licença?
- Arthur? – A menina se surpreendeu ao vê-lo – Entre...
Ele o fez, fechando a porta atrás de si e se aproximando da cama. Deu um beijo na testa da garota, que sorriu. Perguntou:
- Como você está?
- Hm, em que sentido? – Ele fez uma careta – Fisicamente estou bem, apenas com uma dorzinha que mais incomoda do que realmente dói, aqui – Ela colocou a mão no lado direito da cintura – Psicologicamente um pouco menos bem, mas eu vou sobreviver – Sorriu novamente – E você?
- Ignorando o sentimento de culpa e... Ignorando a imensa falta que você me fez esses dias... Estou ótimo.
- Eu também senti sua falta, de verdade... Cara, eu disse coisas terríveis pra você na última vez que nos vimos... Desculpe.
- Como eu poderia resistir a essa carinha? – Ele riu, sentando-se na cama ao lado dela e segurou sua mão – Ainda assim acho que quem tem que pedir desculpas sou eu...
- É, você deveria fazer isso mesmo – Ela fez bico.
- Desculpe... Desculpe por ter mentido, por ter te feito sofrer... Eu sinceramente não queria que as coisas acontecessem como aconteceram, mas eu sou um idiota. Pois é, desculpe também por eu ser um idiota.
- Não sei se sou capaz de te perdoar... – Lua o olhou maldosa. Não tinha muito talento pra se fingir de má, no entanto, e tudo que conseguiu foi arrancar uma risada do garoto – Eu gosto pra caramba de ti – Acrescentou e em seguida o abraçou. Quando se soltaram ela perguntou – Como você soube que eu estava aqui?
- Eu interroguei cada pessoa que te conhecia até que conseguir informações chantageando o diretor...
- Como você é mau... – Ela deu um tapa de leve no braço dele – E minha mãe te contou o que aconteceu? – Ele confirmou com a cabeça – Até sobre o bebê?
Arthur ficou estático.
- Essa expressão assustada foi por saber agora ou por saber que eu sabia?
- Você sabia?
- Aham... Eu só não tinha contado pra ninguém.
- Eu acho que estou confuso... – Arthur não precisava ter dito, seu rosto demonstrava claramente o fato.
- A gente dormiu junto, não se preveniu... Eu engravidei. Fiquei desconfiada cerca de um mês atrás, quando comecei a ficar enjoada e tendo tonturas constantemente, a minha menstruação estava atrasa. Eu fiz o exame de farmácia e tive a confirmação. O resto da história você já sabe... – Ela contou com os olhinhos marejados.
- Você não pretendia contar? – Arthur estava visivelmente abalado também.
- Você tinha que saber, era um direito seu... Mas a gente precisava voltar a se falar pra isso, né? – Ela deu de ombros – Eu não sei como seria, acho que você não estava preparado pra ser pai, eu tinha que ir com calma... Mas enfim, as coisas seguiram um rumo diferente do que eu imaginei...
- Luinha... – Ele começou, olhando-a nos olhos e a apertando mais suas mãos – A sua força me impressiona, menina... Eu te admiro, eu realmente te admiro.
- Valeu... – Ela sorriu, apoiando a cabeça no peito dele – Mas tem mais uma coisinha...
- Eu tenho medo de perguntar “o quê”, mas... O quê? – Ele fechou os olhos como se isso fosse o impedir de ouvir.
- Você gosta mesmo de mim?
- Não tenha dúvidas. Eu amo você.
- Isso é um problema, eu acho... – Ela segurou as lágrimas – Eu também te amo, Arthur, mas não nesse sentido. Eu acho que nunca vou me apaixonar novamente, o Chay foi único pra mim. Eu sei que deve estar sendo horrível pra ti ouvir isso, mas eu não quero mais mentiras entre a gente. E não quero perder sua amizade, mas não sei se isso é suficiente pra você...
- Lembra que eu disse que tudo que me importava era sua felicidade? – Arthur falou simplesmente, segurando o rosto dela com as mãos e eles se encararam. Não importava onde, como ou com quem, ele só queria realmente vê-la feliz. Não seria fácil esquecê-la. Mas o verdadeiro amor supera qualquer coisa, até nunca ser correspondido.
FIM Lua não apareceu na escola no
primeiro dia de aula do terceiro ano. Arthur havia passado muito tempo
tentando localizá-la, mas ela não o recebia em sua casa e nem atendia suas
ligações. A mãe da garota sugeriu que ele desse um tempo até tudo se acalmar, e
ele tentou. Porém a garota simplesmente havia desaparecido da sua vida nas
últimas semanas. O rapaz acreditava que com o início das aulas essa situação
mudaria, já que querendo ou não, eles acabariam se encontrando. Mas Lua também não apareceu no segundo dia.
Começando a ficar preocupado, Arthur resolveu
esperar pelo terceiro, e se ela não fosse à escola, o que acabou de fato
acontecendo, ele procuraria informações com o diretor, já que nenhuma outra
pessoa parecia tê-las.
O diretor o recebeu simpático, porém foi difícil convencê-lo a contar o que estava se passando. Ele alegava não poder dar informações pessoais dos alunos sem autorização. Só depois de muita insistência de Arthur, ele entrou em contato com a mãe da garota.
O rapaz saiu da escola imediatamente ao saber onde Lua estava.
- Senhora Blanco? – Ele chamou baixinho ao avistá-la, sentada na sala de espera.
- Olá, Arthur... – Ela esboçou um sorriso.
- Por favor, diga que a Luinha está bem...
- Ela está sim, querido – A mulher ficou comovida com a preocupação sincera do menino. Viu-o respirar aliviado.
- O que houve exatamente? – Ele perguntou sentando-se ao lado dela.
- Foi só um mal estar... A Lua não se sentiu bem e acabou desmaiando. A situação só se agravou por ela ter caído sob uma mesa de vidro, que acabou se quebrando e... machucando-a. Mas como eu disse, ela está bem, apenas repousando agora.
- Eu posso vê-la? Quer dizer, se isso não for incomodá-la, eu... não sei se ela gostaria de me ver... – Arthur olhou pra baixo, e a mulher colocou uma mão sob os ombros dele.
- Ela perguntou de você assim que acordou...
- Sério?
- Sério... A Lua estava muito tristinha por estar brigada com você. Ela só estava evitando falar contigo, pois precisava de um tempo só dela, entende? Pra colocar os pensamentos em ordem...
- Eu entendo perfeitamente... – Ele sorriu triste e se levantou, apontando para o corredor do hospital – Posso ir?
- Eu gostaria de te fazer uma pergunta antes, Arthur... Uma pergunta realmente pessoal, mas... É necessário – Ela ficou séria de repente.
- Pode perguntar...
- Você dormiu com a minha filha?
Arthur abriu e fechou a boca várias vezes. As palavras haviam simplesmente sumido. Sentiu-se envergonhado e com medo da reação daquela mulher.
- Sim, senhora – Respondeu sem encará-la.
- Não precisa ficar assim... – Ela sorriu e ele ergueu o olhar levemente – Eu tinha certeza disso... – Sua expressão mudou de repente novamente, suspirou – Mas então, eu tenho uma péssima notícia pra te dar... A Lua ... estava grávida.
- Estava? – Ele repetiu sem entender. As coisas não pareciam fazer o mínimo sentido para ele.
- Acredito que nem a Lua sabia disso... – A mulher fez uma pausa – Mas ela perdeu o bebê nesse... acidente.
Arthur sentiu as forças das suas pernas as abandonarem e foi obrigado a sentar-se novamente. Ambos ficaram em silêncio enquanto ele tentava assimilar as informações. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto.
- Sinto muito... – A mãe da garota falou ao vê-lo naquele estado.
- Tudo bem... – Ele falou se levantando, engolindo em seco.
- Ela ainda não sabe, ok? – A mulher avisou e ele assentiu. Completou – Vai lá, ela ficará feliz em te ver.
Arthur agradeceu e seguiu vagarosamente em direção ao quarto indicado pela mãe de Lua . Bateu na porta e entrou.
- Com licença?
- Arthur? – A menina se surpreendeu ao vê-lo – Entre...
Ele o fez, fechando a porta atrás de si e se aproximando da cama. Deu um beijo na testa da garota, que sorriu. Perguntou:
- Como você está?
- Hm, em que sentido? – Ele fez uma careta – Fisicamente estou bem, apenas com uma dorzinha que mais incomoda do que realmente dói, aqui – Ela colocou a mão no lado direito da cintura – Psicologicamente um pouco menos bem, mas eu vou sobreviver – Sorriu novamente – E você?
- Ignorando o sentimento de culpa e... Ignorando a imensa falta que você me fez esses dias... Estou ótimo.
- Eu também senti sua falta, de verdade... Cara, eu disse coisas terríveis pra você na última vez que nos vimos... Desculpe.
- Como eu poderia resistir a essa carinha? – Ele riu, sentando-se na cama ao lado dela e segurou sua mão – Ainda assim acho que quem tem que pedir desculpas sou eu...
- É, você deveria fazer isso mesmo – Ela fez bico.
- Desculpe... Desculpe por ter mentido, por ter te feito sofrer... Eu sinceramente não queria que as coisas acontecessem como aconteceram, mas eu sou um idiota. Pois é, desculpe também por eu ser um idiota.
- Não sei se sou capaz de te perdoar... – Lua o olhou maldosa. Não tinha muito talento pra se fingir de má, no entanto, e tudo que conseguiu foi arrancar uma risada do garoto – Eu gosto pra caramba de ti – Acrescentou e em seguida o abraçou. Quando se soltaram ela perguntou – Como você soube que eu estava aqui?
- Eu interroguei cada pessoa que te conhecia até que conseguir informações chantageando o diretor...
- Como você é mau... – Ela deu um tapa de leve no braço dele – E minha mãe te contou o que aconteceu? – Ele confirmou com a cabeça – Até sobre o bebê?
Arthur ficou estático.
- Essa expressão assustada foi por saber agora ou por saber que eu sabia?
- Você sabia?
- Aham... Eu só não tinha contado pra ninguém.
- Eu acho que estou confuso... – Arthur não precisava ter dito, seu rosto demonstrava claramente o fato.
- A gente dormiu junto, não se preveniu... Eu engravidei. Fiquei desconfiada cerca de um mês atrás, quando comecei a ficar enjoada e tendo tonturas constantemente, a minha menstruação estava atrasa. Eu fiz o exame de farmácia e tive a confirmação. O resto da história você já sabe... – Ela contou com os olhinhos marejados.
- Você não pretendia contar? – Arthur estava visivelmente abalado também.
- Você tinha que saber, era um direito seu... Mas a gente precisava voltar a se falar pra isso, né? – Ela deu de ombros – Eu não sei como seria, acho que você não estava preparado pra ser pai, eu tinha que ir com calma... Mas enfim, as coisas seguiram um rumo diferente do que eu imaginei...
- Luinha... – Ele começou, olhando-a nos olhos e a apertando mais suas mãos – A sua força me impressiona, menina... Eu te admiro, eu realmente te admiro.
- Valeu... – Ela sorriu, apoiando a cabeça no peito dele – Mas tem mais uma coisinha...
- Eu tenho medo de perguntar “o quê”, mas... O quê? – Ele fechou os olhos como se isso fosse o impedir de ouvir.
- Você gosta mesmo de mim?
- Não tenha dúvidas. Eu amo você.
- Isso é um problema, eu acho... – Ela segurou as lágrimas – Eu também te amo, Arthur, mas não nesse sentido. Eu acho que nunca vou me apaixonar novamente, o Chay foi único pra mim. Eu sei que deve estar sendo horrível pra ti ouvir isso, mas eu não quero mais mentiras entre a gente. E não quero perder sua amizade, mas não sei se isso é suficiente pra você...
- Lembra que eu disse que tudo que me importava era sua felicidade? – Arthur falou simplesmente, segurando o rosto dela com as mãos e eles se encararam. Não importava onde, como ou com quem, ele só queria realmente vê-la feliz. Não seria fácil esquecê-la. Mas o verdadeiro amor supera qualquer coisa, até nunca ser correspondido.
O diretor o recebeu simpático, porém foi difícil convencê-lo a contar o que estava se passando. Ele alegava não poder dar informações pessoais dos alunos sem autorização. Só depois de muita insistência de Arthur, ele entrou em contato com a mãe da garota.
O rapaz saiu da escola imediatamente ao saber onde Lua estava.
- Senhora Blanco? – Ele chamou baixinho ao avistá-la, sentada na sala de espera.
- Olá, Arthur... – Ela esboçou um sorriso.
- Por favor, diga que a Luinha está bem...
- Ela está sim, querido – A mulher ficou comovida com a preocupação sincera do menino. Viu-o respirar aliviado.
- O que houve exatamente? – Ele perguntou sentando-se ao lado dela.
- Foi só um mal estar... A Lua não se sentiu bem e acabou desmaiando. A situação só se agravou por ela ter caído sob uma mesa de vidro, que acabou se quebrando e... machucando-a. Mas como eu disse, ela está bem, apenas repousando agora.
- Eu posso vê-la? Quer dizer, se isso não for incomodá-la, eu... não sei se ela gostaria de me ver... – Arthur olhou pra baixo, e a mulher colocou uma mão sob os ombros dele.
- Ela perguntou de você assim que acordou...
- Sério?
- Sério... A Lua estava muito tristinha por estar brigada com você. Ela só estava evitando falar contigo, pois precisava de um tempo só dela, entende? Pra colocar os pensamentos em ordem...
- Eu entendo perfeitamente... – Ele sorriu triste e se levantou, apontando para o corredor do hospital – Posso ir?
- Eu gostaria de te fazer uma pergunta antes, Arthur... Uma pergunta realmente pessoal, mas... É necessário – Ela ficou séria de repente.
- Pode perguntar...
- Você dormiu com a minha filha?
Arthur abriu e fechou a boca várias vezes. As palavras haviam simplesmente sumido. Sentiu-se envergonhado e com medo da reação daquela mulher.
- Sim, senhora – Respondeu sem encará-la.
- Não precisa ficar assim... – Ela sorriu e ele ergueu o olhar levemente – Eu tinha certeza disso... – Sua expressão mudou de repente novamente, suspirou – Mas então, eu tenho uma péssima notícia pra te dar... A Lua ... estava grávida.
- Estava? – Ele repetiu sem entender. As coisas não pareciam fazer o mínimo sentido para ele.
- Acredito que nem a Lua sabia disso... – A mulher fez uma pausa – Mas ela perdeu o bebê nesse... acidente.
Arthur sentiu as forças das suas pernas as abandonarem e foi obrigado a sentar-se novamente. Ambos ficaram em silêncio enquanto ele tentava assimilar as informações. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto.
- Sinto muito... – A mãe da garota falou ao vê-lo naquele estado.
- Tudo bem... – Ele falou se levantando, engolindo em seco.
- Ela ainda não sabe, ok? – A mulher avisou e ele assentiu. Completou – Vai lá, ela ficará feliz em te ver.
Arthur agradeceu e seguiu vagarosamente em direção ao quarto indicado pela mãe de Lua . Bateu na porta e entrou.
- Com licença?
- Arthur? – A menina se surpreendeu ao vê-lo – Entre...
Ele o fez, fechando a porta atrás de si e se aproximando da cama. Deu um beijo na testa da garota, que sorriu. Perguntou:
- Como você está?
- Hm, em que sentido? – Ele fez uma careta – Fisicamente estou bem, apenas com uma dorzinha que mais incomoda do que realmente dói, aqui – Ela colocou a mão no lado direito da cintura – Psicologicamente um pouco menos bem, mas eu vou sobreviver – Sorriu novamente – E você?
- Ignorando o sentimento de culpa e... Ignorando a imensa falta que você me fez esses dias... Estou ótimo.
- Eu também senti sua falta, de verdade... Cara, eu disse coisas terríveis pra você na última vez que nos vimos... Desculpe.
- Como eu poderia resistir a essa carinha? – Ele riu, sentando-se na cama ao lado dela e segurou sua mão – Ainda assim acho que quem tem que pedir desculpas sou eu...
- É, você deveria fazer isso mesmo – Ela fez bico.
- Desculpe... Desculpe por ter mentido, por ter te feito sofrer... Eu sinceramente não queria que as coisas acontecessem como aconteceram, mas eu sou um idiota. Pois é, desculpe também por eu ser um idiota.
- Não sei se sou capaz de te perdoar... – Lua o olhou maldosa. Não tinha muito talento pra se fingir de má, no entanto, e tudo que conseguiu foi arrancar uma risada do garoto – Eu gosto pra caramba de ti – Acrescentou e em seguida o abraçou. Quando se soltaram ela perguntou – Como você soube que eu estava aqui?
- Eu interroguei cada pessoa que te conhecia até que conseguir informações chantageando o diretor...
- Como você é mau... – Ela deu um tapa de leve no braço dele – E minha mãe te contou o que aconteceu? – Ele confirmou com a cabeça – Até sobre o bebê?
Arthur ficou estático.
- Essa expressão assustada foi por saber agora ou por saber que eu sabia?
- Você sabia?
- Aham... Eu só não tinha contado pra ninguém.
- Eu acho que estou confuso... – Arthur não precisava ter dito, seu rosto demonstrava claramente o fato.
- A gente dormiu junto, não se preveniu... Eu engravidei. Fiquei desconfiada cerca de um mês atrás, quando comecei a ficar enjoada e tendo tonturas constantemente, a minha menstruação estava atrasa. Eu fiz o exame de farmácia e tive a confirmação. O resto da história você já sabe... – Ela contou com os olhinhos marejados.
- Você não pretendia contar? – Arthur estava visivelmente abalado também.
- Você tinha que saber, era um direito seu... Mas a gente precisava voltar a se falar pra isso, né? – Ela deu de ombros – Eu não sei como seria, acho que você não estava preparado pra ser pai, eu tinha que ir com calma... Mas enfim, as coisas seguiram um rumo diferente do que eu imaginei...
- Luinha... – Ele começou, olhando-a nos olhos e a apertando mais suas mãos – A sua força me impressiona, menina... Eu te admiro, eu realmente te admiro.
- Valeu... – Ela sorriu, apoiando a cabeça no peito dele – Mas tem mais uma coisinha...
- Eu tenho medo de perguntar “o quê”, mas... O quê? – Ele fechou os olhos como se isso fosse o impedir de ouvir.
- Você gosta mesmo de mim?
- Não tenha dúvidas. Eu amo você.
- Isso é um problema, eu acho... – Ela segurou as lágrimas – Eu também te amo, Arthur, mas não nesse sentido. Eu acho que nunca vou me apaixonar novamente, o Chay foi único pra mim. Eu sei que deve estar sendo horrível pra ti ouvir isso, mas eu não quero mais mentiras entre a gente. E não quero perder sua amizade, mas não sei se isso é suficiente pra você...
- Lembra que eu disse que tudo que me importava era sua felicidade? – Arthur falou simplesmente, segurando o rosto dela com as mãos e eles se encararam. Não importava onde, como ou com quem, ele só queria realmente vê-la feliz. Não seria fácil esquecê-la. Mas o verdadeiro amor supera qualquer coisa, até nunca ser correspondido.
FIM Lua não apareceu na escola no
primeiro dia de aula do terceiro ano. Arthur havia passado muito tempo
tentando localizá-la, mas ela não o recebia em sua casa e nem atendia suas
ligações. A mãe da garota sugeriu que ele desse um tempo até tudo se acalmar, e
ele tentou. Porém a garota simplesmente havia desaparecido da sua vida nas
últimas semanas. O rapaz acreditava que com o início das aulas essa situação
mudaria, já que querendo ou não, eles acabariam se encontrando. Mas Lua também não apareceu no segundo dia.
Começando a ficar preocupado, Arthur resolveu
esperar pelo terceiro, e se ela não fosse à escola, o que acabou de fato
acontecendo, ele procuraria informações com o diretor, já que nenhuma outra
pessoa parecia tê-las.
O diretor o recebeu simpático, porém foi difícil convencê-lo a contar o que estava se passando. Ele alegava não poder dar informações pessoais dos alunos sem autorização. Só depois de muita insistência de Arthur, ele entrou em contato com a mãe da garota.
O rapaz saiu da escola imediatamente ao saber onde Lua estava.
- Senhora Blanco? – Ele chamou baixinho ao avistá-la, sentada na sala de espera.
- Olá, Arthur... – Ela esboçou um sorriso.
- Por favor, diga que a Luinha está bem...
- Ela está sim, querido – A mulher ficou comovida com a preocupação sincera do menino. Viu-o respirar aliviado.
- O que houve exatamente? – Ele perguntou sentando-se ao lado dela.
- Foi só um mal estar... A Lua não se sentiu bem e acabou desmaiando. A situação só se agravou por ela ter caído sob uma mesa de vidro, que acabou se quebrando e... machucando-a. Mas como eu disse, ela está bem, apenas repousando agora.
- Eu posso vê-la? Quer dizer, se isso não for incomodá-la, eu... não sei se ela gostaria de me ver... – Arthur olhou pra baixo, e a mulher colocou uma mão sob os ombros dele.
- Ela perguntou de você assim que acordou...
- Sério?
- Sério... A Lua estava muito tristinha por estar brigada com você. Ela só estava evitando falar contigo, pois precisava de um tempo só dela, entende? Pra colocar os pensamentos em ordem...
- Eu entendo perfeitamente... – Ele sorriu triste e se levantou, apontando para o corredor do hospital – Posso ir?
- Eu gostaria de te fazer uma pergunta antes, Arthur... Uma pergunta realmente pessoal, mas... É necessário – Ela ficou séria de repente.
- Pode perguntar...
- Você dormiu com a minha filha?
Arthur abriu e fechou a boca várias vezes. As palavras haviam simplesmente sumido. Sentiu-se envergonhado e com medo da reação daquela mulher.
- Sim, senhora – Respondeu sem encará-la.
- Não precisa ficar assim... – Ela sorriu e ele ergueu o olhar levemente – Eu tinha certeza disso... – Sua expressão mudou de repente novamente, suspirou – Mas então, eu tenho uma péssima notícia pra te dar... A Lua ... estava grávida.
- Estava? – Ele repetiu sem entender. As coisas não pareciam fazer o mínimo sentido para ele.
- Acredito que nem a Lua sabia disso... – A mulher fez uma pausa – Mas ela perdeu o bebê nesse... acidente.
Arthur sentiu as forças das suas pernas as abandonarem e foi obrigado a sentar-se novamente. Ambos ficaram em silêncio enquanto ele tentava assimilar as informações. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto.
- Sinto muito... – A mãe da garota falou ao vê-lo naquele estado.
- Tudo bem... – Ele falou se levantando, engolindo em seco.
- Ela ainda não sabe, ok? – A mulher avisou e ele assentiu. Completou – Vai lá, ela ficará feliz em te ver.
Arthur agradeceu e seguiu vagarosamente em direção ao quarto indicado pela mãe de Lua . Bateu na porta e entrou.
- Com licença?
- Arthur? – A menina se surpreendeu ao vê-lo – Entre...
Ele o fez, fechando a porta atrás de si e se aproximando da cama. Deu um beijo na testa da garota, que sorriu. Perguntou:
- Como você está?
- Hm, em que sentido? – Ele fez uma careta – Fisicamente estou bem, apenas com uma dorzinha que mais incomoda do que realmente dói, aqui – Ela colocou a mão no lado direito da cintura – Psicologicamente um pouco menos bem, mas eu vou sobreviver – Sorriu novamente – E você?
- Ignorando o sentimento de culpa e... Ignorando a imensa falta que você me fez esses dias... Estou ótimo.
- Eu também senti sua falta, de verdade... Cara, eu disse coisas terríveis pra você na última vez que nos vimos... Desculpe.
- Como eu poderia resistir a essa carinha? – Ele riu, sentando-se na cama ao lado dela e segurou sua mão – Ainda assim acho que quem tem que pedir desculpas sou eu...
- É, você deveria fazer isso mesmo – Ela fez bico.
- Desculpe... Desculpe por ter mentido, por ter te feito sofrer... Eu sinceramente não queria que as coisas acontecessem como aconteceram, mas eu sou um idiota. Pois é, desculpe também por eu ser um idiota.
- Não sei se sou capaz de te perdoar... – Lua o olhou maldosa. Não tinha muito talento pra se fingir de má, no entanto, e tudo que conseguiu foi arrancar uma risada do garoto – Eu gosto pra caramba de ti – Acrescentou e em seguida o abraçou. Quando se soltaram ela perguntou – Como você soube que eu estava aqui?
- Eu interroguei cada pessoa que te conhecia até que conseguir informações chantageando o diretor...
- Como você é mau... – Ela deu um tapa de leve no braço dele – E minha mãe te contou o que aconteceu? – Ele confirmou com a cabeça – Até sobre o bebê?
Arthur ficou estático.
- Essa expressão assustada foi por saber agora ou por saber que eu sabia?
- Você sabia?
- Aham... Eu só não tinha contado pra ninguém.
- Eu acho que estou confuso... – Arthur não precisava ter dito, seu rosto demonstrava claramente o fato.
- A gente dormiu junto, não se preveniu... Eu engravidei. Fiquei desconfiada cerca de um mês atrás, quando comecei a ficar enjoada e tendo tonturas constantemente, a minha menstruação estava atrasa. Eu fiz o exame de farmácia e tive a confirmação. O resto da história você já sabe... – Ela contou com os olhinhos marejados.
- Você não pretendia contar? – Arthur estava visivelmente abalado também.
- Você tinha que saber, era um direito seu... Mas a gente precisava voltar a se falar pra isso, né? – Ela deu de ombros – Eu não sei como seria, acho que você não estava preparado pra ser pai, eu tinha que ir com calma... Mas enfim, as coisas seguiram um rumo diferente do que eu imaginei...
- Luinha... – Ele começou, olhando-a nos olhos e a apertando mais suas mãos – A sua força me impressiona, menina... Eu te admiro, eu realmente te admiro.
- Valeu... – Ela sorriu, apoiando a cabeça no peito dele – Mas tem mais uma coisinha...
- Eu tenho medo de perguntar “o quê”, mas... O quê? – Ele fechou os olhos como se isso fosse o impedir de ouvir.
- Você gosta mesmo de mim?
- Não tenha dúvidas. Eu amo você.
- Isso é um problema, eu acho... – Ela segurou as lágrimas – Eu também te amo, Arthur, mas não nesse sentido. Eu acho que nunca vou me apaixonar novamente, o Chay foi único pra mim. Eu sei que deve estar sendo horrível pra ti ouvir isso, mas eu não quero mais mentiras entre a gente. E não quero perder sua amizade, mas não sei se isso é suficiente pra você...
- Lembra que eu disse que tudo que me importava era sua felicidade? – Arthur falou simplesmente, segurando o rosto dela com as mãos e eles se encararam. Não importava onde, como ou com quem, ele só queria realmente vê-la feliz. Não seria fácil esquecê-la. Mas o verdadeiro amor supera qualquer coisa, até nunca ser correspondido.
O diretor o recebeu simpático, porém foi difícil convencê-lo a contar o que estava se passando. Ele alegava não poder dar informações pessoais dos alunos sem autorização. Só depois de muita insistência de Arthur, ele entrou em contato com a mãe da garota.
O rapaz saiu da escola imediatamente ao saber onde Lua estava.
- Senhora Blanco? – Ele chamou baixinho ao avistá-la, sentada na sala de espera.
- Olá, Arthur... – Ela esboçou um sorriso.
- Por favor, diga que a Luinha está bem...
- Ela está sim, querido – A mulher ficou comovida com a preocupação sincera do menino. Viu-o respirar aliviado.
- O que houve exatamente? – Ele perguntou sentando-se ao lado dela.
- Foi só um mal estar... A Lua não se sentiu bem e acabou desmaiando. A situação só se agravou por ela ter caído sob uma mesa de vidro, que acabou se quebrando e... machucando-a. Mas como eu disse, ela está bem, apenas repousando agora.
- Eu posso vê-la? Quer dizer, se isso não for incomodá-la, eu... não sei se ela gostaria de me ver... – Arthur olhou pra baixo, e a mulher colocou uma mão sob os ombros dele.
- Ela perguntou de você assim que acordou...
- Sério?
- Sério... A Lua estava muito tristinha por estar brigada com você. Ela só estava evitando falar contigo, pois precisava de um tempo só dela, entende? Pra colocar os pensamentos em ordem...
- Eu entendo perfeitamente... – Ele sorriu triste e se levantou, apontando para o corredor do hospital – Posso ir?
- Eu gostaria de te fazer uma pergunta antes, Arthur... Uma pergunta realmente pessoal, mas... É necessário – Ela ficou séria de repente.
- Pode perguntar...
- Você dormiu com a minha filha?
Arthur abriu e fechou a boca várias vezes. As palavras haviam simplesmente sumido. Sentiu-se envergonhado e com medo da reação daquela mulher.
- Sim, senhora – Respondeu sem encará-la.
- Não precisa ficar assim... – Ela sorriu e ele ergueu o olhar levemente – Eu tinha certeza disso... – Sua expressão mudou de repente novamente, suspirou – Mas então, eu tenho uma péssima notícia pra te dar... A Lua ... estava grávida.
- Estava? – Ele repetiu sem entender. As coisas não pareciam fazer o mínimo sentido para ele.
- Acredito que nem a Lua sabia disso... – A mulher fez uma pausa – Mas ela perdeu o bebê nesse... acidente.
Arthur sentiu as forças das suas pernas as abandonarem e foi obrigado a sentar-se novamente. Ambos ficaram em silêncio enquanto ele tentava assimilar as informações. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto.
- Sinto muito... – A mãe da garota falou ao vê-lo naquele estado.
- Tudo bem... – Ele falou se levantando, engolindo em seco.
- Ela ainda não sabe, ok? – A mulher avisou e ele assentiu. Completou – Vai lá, ela ficará feliz em te ver.
Arthur agradeceu e seguiu vagarosamente em direção ao quarto indicado pela mãe de Lua . Bateu na porta e entrou.
- Com licença?
- Arthur? – A menina se surpreendeu ao vê-lo – Entre...
Ele o fez, fechando a porta atrás de si e se aproximando da cama. Deu um beijo na testa da garota, que sorriu. Perguntou:
- Como você está?
- Hm, em que sentido? – Ele fez uma careta – Fisicamente estou bem, apenas com uma dorzinha que mais incomoda do que realmente dói, aqui – Ela colocou a mão no lado direito da cintura – Psicologicamente um pouco menos bem, mas eu vou sobreviver – Sorriu novamente – E você?
- Ignorando o sentimento de culpa e... Ignorando a imensa falta que você me fez esses dias... Estou ótimo.
- Eu também senti sua falta, de verdade... Cara, eu disse coisas terríveis pra você na última vez que nos vimos... Desculpe.
- Como eu poderia resistir a essa carinha? – Ele riu, sentando-se na cama ao lado dela e segurou sua mão – Ainda assim acho que quem tem que pedir desculpas sou eu...
- É, você deveria fazer isso mesmo – Ela fez bico.
- Desculpe... Desculpe por ter mentido, por ter te feito sofrer... Eu sinceramente não queria que as coisas acontecessem como aconteceram, mas eu sou um idiota. Pois é, desculpe também por eu ser um idiota.
- Não sei se sou capaz de te perdoar... – Lua o olhou maldosa. Não tinha muito talento pra se fingir de má, no entanto, e tudo que conseguiu foi arrancar uma risada do garoto – Eu gosto pra caramba de ti – Acrescentou e em seguida o abraçou. Quando se soltaram ela perguntou – Como você soube que eu estava aqui?
- Eu interroguei cada pessoa que te conhecia até que conseguir informações chantageando o diretor...
- Como você é mau... – Ela deu um tapa de leve no braço dele – E minha mãe te contou o que aconteceu? – Ele confirmou com a cabeça – Até sobre o bebê?
Arthur ficou estático.
- Essa expressão assustada foi por saber agora ou por saber que eu sabia?
- Você sabia?
- Aham... Eu só não tinha contado pra ninguém.
- Eu acho que estou confuso... – Arthur não precisava ter dito, seu rosto demonstrava claramente o fato.
- A gente dormiu junto, não se preveniu... Eu engravidei. Fiquei desconfiada cerca de um mês atrás, quando comecei a ficar enjoada e tendo tonturas constantemente, a minha menstruação estava atrasa. Eu fiz o exame de farmácia e tive a confirmação. O resto da história você já sabe... – Ela contou com os olhinhos marejados.
- Você não pretendia contar? – Arthur estava visivelmente abalado também.
- Você tinha que saber, era um direito seu... Mas a gente precisava voltar a se falar pra isso, né? – Ela deu de ombros – Eu não sei como seria, acho que você não estava preparado pra ser pai, eu tinha que ir com calma... Mas enfim, as coisas seguiram um rumo diferente do que eu imaginei...
- Luinha... – Ele começou, olhando-a nos olhos e a apertando mais suas mãos – A sua força me impressiona, menina... Eu te admiro, eu realmente te admiro.
- Valeu... – Ela sorriu, apoiando a cabeça no peito dele – Mas tem mais uma coisinha...
- Eu tenho medo de perguntar “o quê”, mas... O quê? – Ele fechou os olhos como se isso fosse o impedir de ouvir.
- Você gosta mesmo de mim?
- Não tenha dúvidas. Eu amo você.
- Isso é um problema, eu acho... – Ela segurou as lágrimas – Eu também te amo, Arthur, mas não nesse sentido. Eu acho que nunca vou me apaixonar novamente, o Chay foi único pra mim. Eu sei que deve estar sendo horrível pra ti ouvir isso, mas eu não quero mais mentiras entre a gente. E não quero perder sua amizade, mas não sei se isso é suficiente pra você...
- Lembra que eu disse que tudo que me importava era sua felicidade? – Arthur falou simplesmente, segurando o rosto dela com as mãos e eles se encararam. Não importava onde, como ou com quem, ele só queria realmente vê-la feliz. Não seria fácil esquecê-la. Mas o verdadeiro amor supera qualquer coisa, até nunca ser correspondido.
FIM Lua não apareceu na escola no
primeiro dia de aula do terceiro ano. Arthur havia passado muito tempo
tentando localizá-la, mas ela não o recebia em sua casa e nem atendia suas
ligações. A mãe da garota sugeriu que ele desse um tempo até tudo se acalmar, e
ele tentou. Porém a garota simplesmente havia desaparecido da sua vida nas
últimas semanas. O rapaz acreditava que com o início das aulas essa situação
mudaria, já que querendo ou não, eles acabariam se encontrando. Mas Lua também não apareceu no segundo dia.
Começando a ficar preocupado, Arthur resolveu
esperar pelo terceiro, e se ela não fosse à escola, o que acabou de fato
acontecendo, ele procuraria informações com o diretor, já que nenhuma outra
pessoa parecia tê-las.
O diretor o recebeu simpático, porém foi difícil convencê-lo a contar o que estava se passando. Ele alegava não poder dar informações pessoais dos alunos sem autorização. Só depois de muita insistência de Arthur, ele entrou em contato com a mãe da garota.
O rapaz saiu da escola imediatamente ao saber onde Lua estava.
- Senhora Blanco? – Ele chamou baixinho ao avistá-la, sentada na sala de espera.
- Olá, Arthur... – Ela esboçou um sorriso.
- Por favor, diga que a Luinha está bem...
- Ela está sim, querido – A mulher ficou comovida com a preocupação sincera do menino. Viu-o respirar aliviado.
- O que houve exatamente? – Ele perguntou sentando-se ao lado dela.
- Foi só um mal estar... A Lua não se sentiu bem e acabou desmaiando. A situação só se agravou por ela ter caído sob uma mesa de vidro, que acabou se quebrando e... machucando-a. Mas como eu disse, ela está bem, apenas repousando agora.
- Eu posso vê-la? Quer dizer, se isso não for incomodá-la, eu... não sei se ela gostaria de me ver... – Arthur olhou pra baixo, e a mulher colocou uma mão sob os ombros dele.
- Ela perguntou de você assim que acordou...
- Sério?
- Sério... A Lua estava muito tristinha por estar brigada com você. Ela só estava evitando falar contigo, pois precisava de um tempo só dela, entende? Pra colocar os pensamentos em ordem...
- Eu entendo perfeitamente... – Ele sorriu triste e se levantou, apontando para o corredor do hospital – Posso ir?
- Eu gostaria de te fazer uma pergunta antes, Arthur... Uma pergunta realmente pessoal, mas... É necessário – Ela ficou séria de repente.
- Pode perguntar...
- Você dormiu com a minha filha?
Arthur abriu e fechou a boca várias vezes. As palavras haviam simplesmente sumido. Sentiu-se envergonhado e com medo da reação daquela mulher.
- Sim, senhora – Respondeu sem encará-la.
- Não precisa ficar assim... – Ela sorriu e ele ergueu o olhar levemente – Eu tinha certeza disso... – Sua expressão mudou de repente novamente, suspirou – Mas então, eu tenho uma péssima notícia pra te dar... A Lua ... estava grávida.
- Estava? – Ele repetiu sem entender. As coisas não pareciam fazer o mínimo sentido para ele.
- Acredito que nem a Lua sabia disso... – A mulher fez uma pausa – Mas ela perdeu o bebê nesse... acidente.
Arthur sentiu as forças das suas pernas as abandonarem e foi obrigado a sentar-se novamente. Ambos ficaram em silêncio enquanto ele tentava assimilar as informações. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto.
- Sinto muito... – A mãe da garota falou ao vê-lo naquele estado.
- Tudo bem... – Ele falou se levantando, engolindo em seco.
- Ela ainda não sabe, ok? – A mulher avisou e ele assentiu. Completou – Vai lá, ela ficará feliz em te ver.
Arthur agradeceu e seguiu vagarosamente em direção ao quarto indicado pela mãe de Lua . Bateu na porta e entrou.
- Com licença?
- Arthur? – A menina se surpreendeu ao vê-lo – Entre...
Ele o fez, fechando a porta atrás de si e se aproximando da cama. Deu um beijo na testa da garota, que sorriu. Perguntou:
- Como você está?
- Hm, em que sentido? – Ele fez uma careta – Fisicamente estou bem, apenas com uma dorzinha que mais incomoda do que realmente dói, aqui – Ela colocou a mão no lado direito da cintura – Psicologicamente um pouco menos bem, mas eu vou sobreviver – Sorriu novamente – E você?
- Ignorando o sentimento de culpa e... Ignorando a imensa falta que você me fez esses dias... Estou ótimo.
- Eu também senti sua falta, de verdade... Cara, eu disse coisas terríveis pra você na última vez que nos vimos... Desculpe.
- Como eu poderia resistir a essa carinha? – Ele riu, sentando-se na cama ao lado dela e segurou sua mão – Ainda assim acho que quem tem que pedir desculpas sou eu...
- É, você deveria fazer isso mesmo – Ela fez bico.
- Desculpe... Desculpe por ter mentido, por ter te feito sofrer... Eu sinceramente não queria que as coisas acontecessem como aconteceram, mas eu sou um idiota. Pois é, desculpe também por eu ser um idiota.
- Não sei se sou capaz de te perdoar... – Lua o olhou maldosa. Não tinha muito talento pra se fingir de má, no entanto, e tudo que conseguiu foi arrancar uma risada do garoto – Eu gosto pra caramba de ti – Acrescentou e em seguida o abraçou. Quando se soltaram ela perguntou – Como você soube que eu estava aqui?
- Eu interroguei cada pessoa que te conhecia até que conseguir informações chantageando o diretor...
- Como você é mau... – Ela deu um tapa de leve no braço dele – E minha mãe te contou o que aconteceu? – Ele confirmou com a cabeça – Até sobre o bebê?
Arthur ficou estático.
- Essa expressão assustada foi por saber agora ou por saber que eu sabia?
- Você sabia?
- Aham... Eu só não tinha contado pra ninguém.
- Eu acho que estou confuso... – Arthur não precisava ter dito, seu rosto demonstrava claramente o fato.
- A gente dormiu junto, não se preveniu... Eu engravidei. Fiquei desconfiada cerca de um mês atrás, quando comecei a ficar enjoada e tendo tonturas constantemente, a minha menstruação estava atrasa. Eu fiz o exame de farmácia e tive a confirmação. O resto da história você já sabe... – Ela contou com os olhinhos marejados.
- Você não pretendia contar? – Arthur estava visivelmente abalado também.
- Você tinha que saber, era um direito seu... Mas a gente precisava voltar a se falar pra isso, né? – Ela deu de ombros – Eu não sei como seria, acho que você não estava preparado pra ser pai, eu tinha que ir com calma... Mas enfim, as coisas seguiram um rumo diferente do que eu imaginei...
- Luinha... – Ele começou, olhando-a nos olhos e a apertando mais suas mãos – A sua força me impressiona, menina... Eu te admiro, eu realmente te admiro.
- Valeu... – Ela sorriu, apoiando a cabeça no peito dele – Mas tem mais uma coisinha...
- Eu tenho medo de perguntar “o quê”, mas... O quê? – Ele fechou os olhos como se isso fosse o impedir de ouvir.
- Você gosta mesmo de mim?
- Não tenha dúvidas. Eu amo você.
- Isso é um problema, eu acho... – Ela segurou as lágrimas – Eu também te amo, Arthur, mas não nesse sentido. Eu acho que nunca vou me apaixonar novamente, o Chay foi único pra mim. Eu sei que deve estar sendo horrível pra ti ouvir isso, mas eu não quero mais mentiras entre a gente. E não quero perder sua amizade, mas não sei se isso é suficiente pra você...
- Lembra que eu disse que tudo que me importava era sua felicidade? – Arthur falou simplesmente, segurando o rosto dela com as mãos e eles se encararam. Não importava onde, como ou com quem, ele só queria realmente vê-la feliz. Não seria fácil esquecê-la. Mas o verdadeiro amor supera qualquer coisa, até nunca ser correspondido.
O diretor o recebeu simpático, porém foi difícil convencê-lo a contar o que estava se passando. Ele alegava não poder dar informações pessoais dos alunos sem autorização. Só depois de muita insistência de Arthur, ele entrou em contato com a mãe da garota.
O rapaz saiu da escola imediatamente ao saber onde Lua estava.
- Senhora Blanco? – Ele chamou baixinho ao avistá-la, sentada na sala de espera.
- Olá, Arthur... – Ela esboçou um sorriso.
- Por favor, diga que a Luinha está bem...
- Ela está sim, querido – A mulher ficou comovida com a preocupação sincera do menino. Viu-o respirar aliviado.
- O que houve exatamente? – Ele perguntou sentando-se ao lado dela.
- Foi só um mal estar... A Lua não se sentiu bem e acabou desmaiando. A situação só se agravou por ela ter caído sob uma mesa de vidro, que acabou se quebrando e... machucando-a. Mas como eu disse, ela está bem, apenas repousando agora.
- Eu posso vê-la? Quer dizer, se isso não for incomodá-la, eu... não sei se ela gostaria de me ver... – Arthur olhou pra baixo, e a mulher colocou uma mão sob os ombros dele.
- Ela perguntou de você assim que acordou...
- Sério?
- Sério... A Lua estava muito tristinha por estar brigada com você. Ela só estava evitando falar contigo, pois precisava de um tempo só dela, entende? Pra colocar os pensamentos em ordem...
- Eu entendo perfeitamente... – Ele sorriu triste e se levantou, apontando para o corredor do hospital – Posso ir?
- Eu gostaria de te fazer uma pergunta antes, Arthur... Uma pergunta realmente pessoal, mas... É necessário – Ela ficou séria de repente.
- Pode perguntar...
- Você dormiu com a minha filha?
Arthur abriu e fechou a boca várias vezes. As palavras haviam simplesmente sumido. Sentiu-se envergonhado e com medo da reação daquela mulher.
- Sim, senhora – Respondeu sem encará-la.
- Não precisa ficar assim... – Ela sorriu e ele ergueu o olhar levemente – Eu tinha certeza disso... – Sua expressão mudou de repente novamente, suspirou – Mas então, eu tenho uma péssima notícia pra te dar... A Lua ... estava grávida.
- Estava? – Ele repetiu sem entender. As coisas não pareciam fazer o mínimo sentido para ele.
- Acredito que nem a Lua sabia disso... – A mulher fez uma pausa – Mas ela perdeu o bebê nesse... acidente.
Arthur sentiu as forças das suas pernas as abandonarem e foi obrigado a sentar-se novamente. Ambos ficaram em silêncio enquanto ele tentava assimilar as informações. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto.
- Sinto muito... – A mãe da garota falou ao vê-lo naquele estado.
- Tudo bem... – Ele falou se levantando, engolindo em seco.
- Ela ainda não sabe, ok? – A mulher avisou e ele assentiu. Completou – Vai lá, ela ficará feliz em te ver.
Arthur agradeceu e seguiu vagarosamente em direção ao quarto indicado pela mãe de Lua . Bateu na porta e entrou.
- Com licença?
- Arthur? – A menina se surpreendeu ao vê-lo – Entre...
Ele o fez, fechando a porta atrás de si e se aproximando da cama. Deu um beijo na testa da garota, que sorriu. Perguntou:
- Como você está?
- Hm, em que sentido? – Ele fez uma careta – Fisicamente estou bem, apenas com uma dorzinha que mais incomoda do que realmente dói, aqui – Ela colocou a mão no lado direito da cintura – Psicologicamente um pouco menos bem, mas eu vou sobreviver – Sorriu novamente – E você?
- Ignorando o sentimento de culpa e... Ignorando a imensa falta que você me fez esses dias... Estou ótimo.
- Eu também senti sua falta, de verdade... Cara, eu disse coisas terríveis pra você na última vez que nos vimos... Desculpe.
- Como eu poderia resistir a essa carinha? – Ele riu, sentando-se na cama ao lado dela e segurou sua mão – Ainda assim acho que quem tem que pedir desculpas sou eu...
- É, você deveria fazer isso mesmo – Ela fez bico.
- Desculpe... Desculpe por ter mentido, por ter te feito sofrer... Eu sinceramente não queria que as coisas acontecessem como aconteceram, mas eu sou um idiota. Pois é, desculpe também por eu ser um idiota.
- Não sei se sou capaz de te perdoar... – Lua o olhou maldosa. Não tinha muito talento pra se fingir de má, no entanto, e tudo que conseguiu foi arrancar uma risada do garoto – Eu gosto pra caramba de ti – Acrescentou e em seguida o abraçou. Quando se soltaram ela perguntou – Como você soube que eu estava aqui?
- Eu interroguei cada pessoa que te conhecia até que conseguir informações chantageando o diretor...
- Como você é mau... – Ela deu um tapa de leve no braço dele – E minha mãe te contou o que aconteceu? – Ele confirmou com a cabeça – Até sobre o bebê?
Arthur ficou estático.
- Essa expressão assustada foi por saber agora ou por saber que eu sabia?
- Você sabia?
- Aham... Eu só não tinha contado pra ninguém.
- Eu acho que estou confuso... – Arthur não precisava ter dito, seu rosto demonstrava claramente o fato.
- A gente dormiu junto, não se preveniu... Eu engravidei. Fiquei desconfiada cerca de um mês atrás, quando comecei a ficar enjoada e tendo tonturas constantemente, a minha menstruação estava atrasa. Eu fiz o exame de farmácia e tive a confirmação. O resto da história você já sabe... – Ela contou com os olhinhos marejados.
- Você não pretendia contar? – Arthur estava visivelmente abalado também.
- Você tinha que saber, era um direito seu... Mas a gente precisava voltar a se falar pra isso, né? – Ela deu de ombros – Eu não sei como seria, acho que você não estava preparado pra ser pai, eu tinha que ir com calma... Mas enfim, as coisas seguiram um rumo diferente do que eu imaginei...
- Luinha... – Ele começou, olhando-a nos olhos e a apertando mais suas mãos – A sua força me impressiona, menina... Eu te admiro, eu realmente te admiro.
- Valeu... – Ela sorriu, apoiando a cabeça no peito dele – Mas tem mais uma coisinha...
- Eu tenho medo de perguntar “o quê”, mas... O quê? – Ele fechou os olhos como se isso fosse o impedir de ouvir.
- Você gosta mesmo de mim?
- Não tenha dúvidas. Eu amo você.
- Isso é um problema, eu acho... – Ela segurou as lágrimas – Eu também te amo, Arthur, mas não nesse sentido. Eu acho que nunca vou me apaixonar novamente, o Chay foi único pra mim. Eu sei que deve estar sendo horrível pra ti ouvir isso, mas eu não quero mais mentiras entre a gente. E não quero perder sua amizade, mas não sei se isso é suficiente pra você...
- Lembra que eu disse que tudo que me importava era sua felicidade? – Arthur falou simplesmente, segurando o rosto dela com as mãos e eles se encararam. Não importava onde, como ou com quem, ele só queria realmente vê-la feliz. Não seria fácil esquecê-la. Mas o verdadeiro amor supera qualquer coisa, até nunca ser correspondido.
FIM Lua não apareceu na escola no
primeiro dia de aula do terceiro ano. Arthur havia passado muito tempo
tentando localizá-la, mas ela não o recebia em sua casa e nem atendia suas
ligações. A mãe da garota sugeriu que ele desse um tempo até tudo se acalmar, e
ele tentou. Porém a garota simplesmente havia desaparecido da sua vida nas
últimas semanas. O rapaz acreditava que com o início das aulas essa situação
mudaria, já que querendo ou não, eles acabariam se encontrando. Mas Lua também não apareceu no segundo dia.
Começando a ficar preocupado, Arthur resolveu
esperar pelo terceiro, e se ela não fosse à escola, o que acabou de fato
acontecendo, ele procuraria informações com o diretor, já que nenhuma outra
pessoa parecia tê-las.
O diretor o recebeu simpático, porém foi difícil convencê-lo a contar o que estava se passando. Ele alegava não poder dar informações pessoais dos alunos sem autorização. Só depois de muita insistência de Arthur, ele entrou em contato com a mãe da garota.
O rapaz saiu da escola imediatamente ao saber onde Lua estava.
- Senhora Blanco? – Ele chamou baixinho ao avistá-la, sentada na sala de espera.
- Olá, Arthur... – Ela esboçou um sorriso.
- Por favor, diga que a Luinha está bem...
- Ela está sim, querido – A mulher ficou comovida com a preocupação sincera do menino. Viu-o respirar aliviado.
- O que houve exatamente? – Ele perguntou sentando-se ao lado dela.
- Foi só um mal estar... A Lua não se sentiu bem e acabou desmaiando. A situação só se agravou por ela ter caído sob uma mesa de vidro, que acabou se quebrando e... machucando-a. Mas como eu disse, ela está bem, apenas repousando agora.
- Eu posso vê-la? Quer dizer, se isso não for incomodá-la, eu... não sei se ela gostaria de me ver... – Arthur olhou pra baixo, e a mulher colocou uma mão sob os ombros dele.
- Ela perguntou de você assim que acordou...
- Sério?
- Sério... A Lua estava muito tristinha por estar brigada com você. Ela só estava evitando falar contigo, pois precisava de um tempo só dela, entende? Pra colocar os pensamentos em ordem...
- Eu entendo perfeitamente... – Ele sorriu triste e se levantou, apontando para o corredor do hospital – Posso ir?
- Eu gostaria de te fazer uma pergunta antes, Arthur... Uma pergunta realmente pessoal, mas... É necessário – Ela ficou séria de repente.
- Pode perguntar...
- Você dormiu com a minha filha?
Arthur abriu e fechou a boca várias vezes. As palavras haviam simplesmente sumido. Sentiu-se envergonhado e com medo da reação daquela mulher.
- Sim, senhora – Respondeu sem encará-la.
- Não precisa ficar assim... – Ela sorriu e ele ergueu o olhar levemente – Eu tinha certeza disso... – Sua expressão mudou de repente novamente, suspirou – Mas então, eu tenho uma péssima notícia pra te dar... A Lua ... estava grávida.
- Estava? – Ele repetiu sem entender. As coisas não pareciam fazer o mínimo sentido para ele.
- Acredito que nem a Lua sabia disso... – A mulher fez uma pausa – Mas ela perdeu o bebê nesse... acidente.
Arthur sentiu as forças das suas pernas as abandonarem e foi obrigado a sentar-se novamente. Ambos ficaram em silêncio enquanto ele tentava assimilar as informações. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto.
- Sinto muito... – A mãe da garota falou ao vê-lo naquele estado.
- Tudo bem... – Ele falou se levantando, engolindo em seco.
- Ela ainda não sabe, ok? – A mulher avisou e ele assentiu. Completou – Vai lá, ela ficará feliz em te ver.
Arthur agradeceu e seguiu vagarosamente em direção ao quarto indicado pela mãe de Lua . Bateu na porta e entrou.
- Com licença?
- Arthur? – A menina se surpreendeu ao vê-lo – Entre...
Ele o fez, fechando a porta atrás de si e se aproximando da cama. Deu um beijo na testa da garota, que sorriu. Perguntou:
- Como você está?
- Hm, em que sentido? – Ele fez uma careta – Fisicamente estou bem, apenas com uma dorzinha que mais incomoda do que realmente dói, aqui – Ela colocou a mão no lado direito da cintura – Psicologicamente um pouco menos bem, mas eu vou sobreviver – Sorriu novamente – E você?
- Ignorando o sentimento de culpa e... Ignorando a imensa falta que você me fez esses dias... Estou ótimo.
- Eu também senti sua falta, de verdade... Cara, eu disse coisas terríveis pra você na última vez que nos vimos... Desculpe.
- Como eu poderia resistir a essa carinha? – Ele riu, sentando-se na cama ao lado dela e segurou sua mão – Ainda assim acho que quem tem que pedir desculpas sou eu...
- É, você deveria fazer isso mesmo – Ela fez bico.
- Desculpe... Desculpe por ter mentido, por ter te feito sofrer... Eu sinceramente não queria que as coisas acontecessem como aconteceram, mas eu sou um idiota. Pois é, desculpe também por eu ser um idiota.
- Não sei se sou capaz de te perdoar... – Lua o olhou maldosa. Não tinha muito talento pra se fingir de má, no entanto, e tudo que conseguiu foi arrancar uma risada do garoto – Eu gosto pra caramba de ti – Acrescentou e em seguida o abraçou. Quando se soltaram ela perguntou – Como você soube que eu estava aqui?
- Eu interroguei cada pessoa que te conhecia até que conseguir informações chantageando o diretor...
- Como você é mau... – Ela deu um tapa de leve no braço dele – E minha mãe te contou o que aconteceu? – Ele confirmou com a cabeça – Até sobre o bebê?
Arthur ficou estático.
- Essa expressão assustada foi por saber agora ou por saber que eu sabia?
- Você sabia?
- Aham... Eu só não tinha contado pra ninguém.
- Eu acho que estou confuso... – Arthur não precisava ter dito, seu rosto demonstrava claramente o fato.
- A gente dormiu junto, não se preveniu... Eu engravidei. Fiquei desconfiada cerca de um mês atrás, quando comecei a ficar enjoada e tendo tonturas constantemente, a minha menstruação estava atrasa. Eu fiz o exame de farmácia e tive a confirmação. O resto da história você já sabe... – Ela contou com os olhinhos marejados.
- Você não pretendia contar? – Arthur estava visivelmente abalado também.
- Você tinha que saber, era um direito seu... Mas a gente precisava voltar a se falar pra isso, né? – Ela deu de ombros – Eu não sei como seria, acho que você não estava preparado pra ser pai, eu tinha que ir com calma... Mas enfim, as coisas seguiram um rumo diferente do que eu imaginei...
- Luinha... – Ele começou, olhando-a nos olhos e a apertando mais suas mãos – A sua força me impressiona, menina... Eu te admiro, eu realmente te admiro.
- Valeu... – Ela sorriu, apoiando a cabeça no peito dele – Mas tem mais uma coisinha...
- Eu tenho medo de perguntar “o quê”, mas... O quê? – Ele fechou os olhos como se isso fosse o impedir de ouvir.
- Você gosta mesmo de mim?
- Não tenha dúvidas. Eu amo você.
- Isso é um problema, eu acho... – Ela segurou as lágrimas – Eu também te amo, Arthur, mas não nesse sentido. Eu acho que nunca vou me apaixonar novamente, o Chay foi único pra mim. Eu sei que deve estar sendo horrível pra ti ouvir isso, mas eu não quero mais mentiras entre a gente. E não quero perder sua amizade, mas não sei se isso é suficiente pra você...
- Lembra que eu disse que tudo que me importava era sua felicidade? – Arthur falou simplesmente, segurando o rosto dela com as mãos e eles se encararam. Não importava onde, como ou com quem, ele só queria realmente vê-la feliz. Não seria fácil esquecê-la. Mas o verdadeiro amor supera qualquer coisa, até nunca ser correspondido.
O diretor o recebeu simpático, porém foi difícil convencê-lo a contar o que estava se passando. Ele alegava não poder dar informações pessoais dos alunos sem autorização. Só depois de muita insistência de Arthur, ele entrou em contato com a mãe da garota.
O rapaz saiu da escola imediatamente ao saber onde Lua estava.
- Senhora Blanco? – Ele chamou baixinho ao avistá-la, sentada na sala de espera.
- Olá, Arthur... – Ela esboçou um sorriso.
- Por favor, diga que a Luinha está bem...
- Ela está sim, querido – A mulher ficou comovida com a preocupação sincera do menino. Viu-o respirar aliviado.
- O que houve exatamente? – Ele perguntou sentando-se ao lado dela.
- Foi só um mal estar... A Lua não se sentiu bem e acabou desmaiando. A situação só se agravou por ela ter caído sob uma mesa de vidro, que acabou se quebrando e... machucando-a. Mas como eu disse, ela está bem, apenas repousando agora.
- Eu posso vê-la? Quer dizer, se isso não for incomodá-la, eu... não sei se ela gostaria de me ver... – Arthur olhou pra baixo, e a mulher colocou uma mão sob os ombros dele.
- Ela perguntou de você assim que acordou...
- Sério?
- Sério... A Lua estava muito tristinha por estar brigada com você. Ela só estava evitando falar contigo, pois precisava de um tempo só dela, entende? Pra colocar os pensamentos em ordem...
- Eu entendo perfeitamente... – Ele sorriu triste e se levantou, apontando para o corredor do hospital – Posso ir?
- Eu gostaria de te fazer uma pergunta antes, Arthur... Uma pergunta realmente pessoal, mas... É necessário – Ela ficou séria de repente.
- Pode perguntar...
- Você dormiu com a minha filha?
Arthur abriu e fechou a boca várias vezes. As palavras haviam simplesmente sumido. Sentiu-se envergonhado e com medo da reação daquela mulher.
- Sim, senhora – Respondeu sem encará-la.
- Não precisa ficar assim... – Ela sorriu e ele ergueu o olhar levemente – Eu tinha certeza disso... – Sua expressão mudou de repente novamente, suspirou – Mas então, eu tenho uma péssima notícia pra te dar... A Lua ... estava grávida.
- Estava? – Ele repetiu sem entender. As coisas não pareciam fazer o mínimo sentido para ele.
- Acredito que nem a Lua sabia disso... – A mulher fez uma pausa – Mas ela perdeu o bebê nesse... acidente.
Arthur sentiu as forças das suas pernas as abandonarem e foi obrigado a sentar-se novamente. Ambos ficaram em silêncio enquanto ele tentava assimilar as informações. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto.
- Sinto muito... – A mãe da garota falou ao vê-lo naquele estado.
- Tudo bem... – Ele falou se levantando, engolindo em seco.
- Ela ainda não sabe, ok? – A mulher avisou e ele assentiu. Completou – Vai lá, ela ficará feliz em te ver.
Arthur agradeceu e seguiu vagarosamente em direção ao quarto indicado pela mãe de Lua . Bateu na porta e entrou.
- Com licença?
- Arthur? – A menina se surpreendeu ao vê-lo – Entre...
Ele o fez, fechando a porta atrás de si e se aproximando da cama. Deu um beijo na testa da garota, que sorriu. Perguntou:
- Como você está?
- Hm, em que sentido? – Ele fez uma careta – Fisicamente estou bem, apenas com uma dorzinha que mais incomoda do que realmente dói, aqui – Ela colocou a mão no lado direito da cintura – Psicologicamente um pouco menos bem, mas eu vou sobreviver – Sorriu novamente – E você?
- Ignorando o sentimento de culpa e... Ignorando a imensa falta que você me fez esses dias... Estou ótimo.
- Eu também senti sua falta, de verdade... Cara, eu disse coisas terríveis pra você na última vez que nos vimos... Desculpe.
- Como eu poderia resistir a essa carinha? – Ele riu, sentando-se na cama ao lado dela e segurou sua mão – Ainda assim acho que quem tem que pedir desculpas sou eu...
- É, você deveria fazer isso mesmo – Ela fez bico.
- Desculpe... Desculpe por ter mentido, por ter te feito sofrer... Eu sinceramente não queria que as coisas acontecessem como aconteceram, mas eu sou um idiota. Pois é, desculpe também por eu ser um idiota.
- Não sei se sou capaz de te perdoar... – Lua o olhou maldosa. Não tinha muito talento pra se fingir de má, no entanto, e tudo que conseguiu foi arrancar uma risada do garoto – Eu gosto pra caramba de ti – Acrescentou e em seguida o abraçou. Quando se soltaram ela perguntou – Como você soube que eu estava aqui?
- Eu interroguei cada pessoa que te conhecia até que conseguir informações chantageando o diretor...
- Como você é mau... – Ela deu um tapa de leve no braço dele – E minha mãe te contou o que aconteceu? – Ele confirmou com a cabeça – Até sobre o bebê?
Arthur ficou estático.
- Essa expressão assustada foi por saber agora ou por saber que eu sabia?
- Você sabia?
- Aham... Eu só não tinha contado pra ninguém.
- Eu acho que estou confuso... – Arthur não precisava ter dito, seu rosto demonstrava claramente o fato.
- A gente dormiu junto, não se preveniu... Eu engravidei. Fiquei desconfiada cerca de um mês atrás, quando comecei a ficar enjoada e tendo tonturas constantemente, a minha menstruação estava atrasa. Eu fiz o exame de farmácia e tive a confirmação. O resto da história você já sabe... – Ela contou com os olhinhos marejados.
- Você não pretendia contar? – Arthur estava visivelmente abalado também.
- Você tinha que saber, era um direito seu... Mas a gente precisava voltar a se falar pra isso, né? – Ela deu de ombros – Eu não sei como seria, acho que você não estava preparado pra ser pai, eu tinha que ir com calma... Mas enfim, as coisas seguiram um rumo diferente do que eu imaginei...
- Luinha... – Ele começou, olhando-a nos olhos e a apertando mais suas mãos – A sua força me impressiona, menina... Eu te admiro, eu realmente te admiro.
- Valeu... – Ela sorriu, apoiando a cabeça no peito dele – Mas tem mais uma coisinha...
- Eu tenho medo de perguntar “o quê”, mas... O quê? – Ele fechou os olhos como se isso fosse o impedir de ouvir.
- Você gosta mesmo de mim?
- Não tenha dúvidas. Eu amo você.
- Isso é um problema, eu acho... – Ela segurou as lágrimas – Eu também te amo, Arthur, mas não nesse sentido. Eu acho que nunca vou me apaixonar novamente, o Chay foi único pra mim. Eu sei que deve estar sendo horrível pra ti ouvir isso, mas eu não quero mais mentiras entre a gente. E não quero perder sua amizade, mas não sei se isso é suficiente pra você...
- Lembra que eu disse que tudo que me importava era sua felicidade? – Arthur falou simplesmente, segurando o rosto dela com as mãos e eles se encararam. Não importava onde, como ou com quem, ele só queria realmente vê-la feliz. Não seria fácil esquecê-la. Mas o verdadeiro amor supera qualquer coisa, até nunca ser correspondido.
FIM
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